RHC 142096 - DECISAO
O tribunal concluiu que, em razão das alterações promovidas pela Lei n. 13.964/2019 e do entendimento consolidado pela Terceira Seção, é ilegal a conversão, de ofício, da prisão em flagrante em prisão preventiva pelo magistrado sem prévio requerimento do Ministério Público, da autoridade policial (por representação) ou do querelante/assistente; face a essa ilegalidade formal, revogou-se a prisão preventiva, permitindo-se a aplicação de medidas cautelares diversas (art. 319 CPP) e não se obstou eventual novo decreto desde que precedido de requerimento do Ministério Público e motivado por razões concretas.
- Parties
- Recorrente (paciente): Luciano Teixeira Soares; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul; Juízo a Quo: Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal de Capão da Canoa/RS; Parecer Pelo Não Provimento: Ministério Público Federal
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 29 April 2021
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Decisão (recurso Provido)
- Outcome
- Recurso em habeas corpus provido para revogar a prisão preventiva do recorrente
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Prisão Decretada De Ofício, Lei N. 13.964/2019, Audiência De Custódia
Case Brief
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Parties
Luciano Teixeira Soares
Recorrente (paciente)
Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
Autoridade Coatora
Juízo de Direito da 1ª Vara Criminal de Capão da Canoa/RS
Juízo a Quo
Ministério Público Federal
Parecer Pelo Não Provimento
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Decisão (recurso Provido)
Legal Issues
- 1 Legalidade da conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva decretada de ofício pelo juiz
- 2 Interpretação das alterações trazidas pela Lei n. 13.964/2019 aos arts. 282, §2º, 311 e art. 310 do CPP
- 3 Necessidade de requerimento prévio do Ministério Público, da autoridade policial ou do querelante/assistente para decretação de prisão preventiva
Ratio Decidendi
O tribunal concluiu que, em razão das alterações promovidas pela Lei n. 13.964/2019 e do entendimento consolidado pela Terceira Seção, é ilegal a conversão, de ofício, da prisão em flagrante em prisão preventiva pelo magistrado sem prévio requerimento do Ministério Público, da autoridade policial (por representação) ou do querelante/assistente; face a essa ilegalidade formal, revogou-se a prisão preventiva, permitindo-se a aplicação de medidas cautelares diversas (art. 319 CPP) e não se obstou eventual novo decreto desde que precedido de requerimento do Ministério Público e motivado por razões concretas.
Court Disposition
Recurso em habeas corpus provido para revogar a prisão preventiva do recorrente
Orders
- Revogada a prisão preventiva imposta ao recorrente
- Possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas pelo juiz, nos termos do art. 319 do Código de Processo Penal
Full Case Text
Judgment text and source record
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