HC 653711 - DECISAO
Embora o Tribunal estadual tenha homologado o flagrante e decretado a prisão preventiva com base em indícios de autoria e risco de reiteração, o Relator entendeu que a decisão que manteve a prisão se apoiou em fundamentos genéricos e não demonstrou excepcionalidade que justificasse a medida extrema perante a pequena quantidade de droga atribuída ao paciente; por isso, não conheceu do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, mas concedeu a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva, ressalvando a aplicação de medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP.
- Parties
- Impetrante: Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina; Paciente: GUILHERME GUERINO SILVA; Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 01 July 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (ordem Concedida De Ofício E Não Conhecimento Da Impetração)
- Outcome
- Não conhecido o habeas corpus como substitutivo de recurso próprio; ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Flagrante, Medidas Cautelares Alternativas
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Defensoria Pública do Estado de Santa Catarina
Impetrante
GUILHERME GUERINO SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina
Recorrido
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça (ordem Concedida De Ofício E Não Conhecimento Da Impetração)
Legal Issues
- 1 legalidade da decretação da prisão preventiva
- 2 suficiência de indícios (fumus comissi delicti)
- 3 existência de periculum libertatis
Ratio Decidendi
Embora o Tribunal estadual tenha homologado o flagrante e decretado a prisão preventiva com base em indícios de autoria e risco de reiteração, o Relator entendeu que a decisão que manteve a prisão se apoiou em fundamentos genéricos e não demonstrou excepcionalidade que justificasse a medida extrema perante a pequena quantidade de droga atribuída ao paciente; por isso, não conheceu do habeas corpus como substitutivo de recurso próprio, mas concedeu a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva, ressalvando a aplicação de medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP.
Court Disposition
Não conhecido o habeas corpus como substitutivo de recurso próprio; ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente
Orders
- Revogar a prisão preventiva do paciente
- Ressalvar a aplicação de medidas cautelares alternativas previstas no art. 319 do CPP, como o uso de tornozeleira eletrônica
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment