RHC 149470 - DECISAO
Ainda que a prisão preventiva tenha sido decretada de ofício, a posterior manifestação do Ministério Público, ao oferecer a denúncia e pugnar pela manutenção da prisão, supriu o vício formal; não havendo demonstração de prejuízo (consoante o princípio pas de nullité sans grief e art. 563 do CPP) e estando presentes fundamentos concretos aptos a justificar a prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP (garantia da ordem pública, gravidade da conduta e risco de reiteração delitiva), não se configura ilegalidade a ser corrigida por habeas corpus, de modo que o recurso ordinário foi negado provimento.
- Parties
- Recorrente / Paciente: WEVERTON FERREIRA EGERT; Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo; Interveniente (manifestação Nos Autos): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 August 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Mérito (negado Provimento)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Nulidade Processual, Audiência De Custódia
Case Brief
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Parties
WEVERTON FERREIRA EGERT
Recorrente / Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo
Tribunal a Quo
Ministério Público Federal
Interveniente (manifestação Nos Autos)
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Mérito (negado Provimento)
Legal Issues
- 1 Ilegalidade da prisão preventiva decretada de ofício sem prévia representação da autoridade policial ou ministerial
- 2 Se a posterior manifestação do Ministério Público pela manutenção da prisão preventiva supre o vício formal da decretação de ofício
- 3 Aplicação do princípio pas de nullité sans grief (art. 563 do CPP) e da instrumentalidade das formas
Ratio Decidendi
Ainda que a prisão preventiva tenha sido decretada de ofício, a posterior manifestação do Ministério Público, ao oferecer a denúncia e pugnar pela manutenção da prisão, supriu o vício formal; não havendo demonstração de prejuízo (consoante o princípio pas de nullité sans grief e art. 563 do CPP) e estando presentes fundamentos concretos aptos a justificar a prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP (garantia da ordem pública, gravidade da conduta e risco de reiteração delitiva), não se configura ilegalidade a ser corrigida por habeas corpus, de modo que o recurso ordinário foi negado provimento.
Court Disposition
Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário em habeas corpus.
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