HC 674830 - DECISAO

HC 674830 - DECISAO

A quantidade de droga apontada no decreto, por si só, não demonstrou concretamente o periculum libertatis necessário à imposição da prisão preventiva; o paciente é primário e o decreto não trouxe indicativo de conduta desabonadora, além da relevância da Recomendação n. 62 do CNJ no contexto da pandemia. Assim, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se que o paciente aguarde em liberdade o trânsito em julgado, podendo o juiz local impor medidas cautelares do art. 319 do CPP.

Parties
Paciente: EDUARDO BORGES DO COUTO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Manifestante: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
04 August 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Outcome
ordem concedida para revogar a prisão preventiva
Legal Topics
Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares, Fundamentação Da Prisão

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Parties

EDUARDO BORGES DO COUTO

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Autoridade Coatora

Ministério Público Federal

Manifestante

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão

  1. 1 necessidade de fundamentação concreta do decreto de prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
  2. 2 se a quantidade de drogas apreendida autoriza, por si só, a prisão preventiva
  3. 3 aplicação da Recomendação n. 62 do CNJ no contexto da pandemia para redução da população carcerária

Ratio Decidendi

A quantidade de droga apontada no decreto, por si só, não demonstrou concretamente o periculum libertatis necessário à imposição da prisão preventiva; o paciente é primário e o decreto não trouxe indicativo de conduta desabonadora, além da relevância da Recomendação n. 62 do CNJ no contexto da pandemia. Assim, revogou-se a prisão preventiva e determinou-se que o paciente aguarde em liberdade o trânsito em julgado, podendo o juiz local impor medidas cautelares do art. 319 do CPP.

Court Disposition

ordem concedida para revogar a prisão preventiva

Orders

  • Conceder a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente.
  • Aguardar em liberdade o trânsito em julgado de eventual sentença condenatória, com imposição, pelo juízo local e a seu critério, de medidas cautelares constantes do art. 319 do Código de Processo Penal.