HC 654733 - DECISAO
Não se reconheceu flagrante ilegalidade apta a autorizar habeas corpus porque a decisão que fundamentou a prisão preventiva indicou que as mensagens que vinculavam o paciente à organização criminosa foram obtidas no aparelho de titularidade de terceiro que, espontaneamente, forneceu a senha, afastando a ilicitude da prova; além disso, há indícios suficientes de autoria e a prisão preventiva foi fundada na necessidade de garantia da ordem pública e conveniência da instrução, estando preenchidos os requisitos do art. 312 do CPP, motivo pelo qual o STJ não conheceu do habeas corpus.
- Parties
- Paciente (beneficiário Do Habeas Corpus): IGOR HENRIQUE ORNELAS FERREIRA; Órgão Julgador Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro - Terceira Câmara Criminal; Órgão Ministerial (opinou Pelo Não Conhecimento): Ministério Público; Corréu: CLAYTON DA MOTA SILVA; Corréu: GELBEM GOUVEIA DA CONCEIÇÃO; Corréu: ALEXANDRE SILVA DE ALMEIDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Organização Criminosa, Quebra De Sigilo De Dados, Prova Ilícita, Medidas Cautelares, Garantia Da Ordem Pública
Case Brief
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Parties
IGOR HENRIQUE ORNELAS FERREIRA
Paciente (beneficiário Do Habeas Corpus)
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro - Terceira Câmara Criminal
Órgão Julgador Recorrido
Ministério Público
Órgão Ministerial (opinou Pelo Não Conhecimento)
CLAYTON DA MOTA SILVA
Corréu
GELBEM GOUVEIA DA CONCEIÇÃO
Corréu
ALEXANDRE SILVA DE ALMEIDA
Corréu
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento Pelo Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva
- 2 ilegalidade ou licitude de prova obtida em aparelho celular
- 3 aplicabilidade dos requisitos do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
Não se reconheceu flagrante ilegalidade apta a autorizar habeas corpus porque a decisão que fundamentou a prisão preventiva indicou que as mensagens que vinculavam o paciente à organização criminosa foram obtidas no aparelho de titularidade de terceiro que, espontaneamente, forneceu a senha, afastando a ilicitude da prova; além disso, há indícios suficientes de autoria e a prisão preventiva foi fundada na necessidade de garantia da ordem pública e conveniência da instrução, estando preenchidos os requisitos do art. 312 do CPP, motivo pelo qual o STJ não conheceu do habeas corpus.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Publique-se.
- Intime-se.
Full Case Text
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