HC 683246 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do habeas corpus por inadequação da via recursal contra acórdão que denegou ordem em grau de apelação, não havendo ilegalidade flagrante a ser sanada de ofício; além disso, verificou-se que a prisão preventiva estava fundamentada concretamente nos requisitos do art. 312 do CPP (materialidade, indícios de autoria e periculum libertatis) e que a não realização da audiência de custódia se revelou justificada pela diminuição de riscos epidemiológicos durante a pandemia e/ou pela conversão do flagrante em preventiva; por isso manteve a necessidade da custódia e recomendou ao juízo reavaliar a manutenção da prisão nos termos do art. 316 do CPP.
- Parties
- Paciente: BRUNO RODRIGUES DE LIMA; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 August 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento (não Conheço Do Writ) E Devolução Ao Juízo Processante Para Reavaliação Da Prisão Preventiva)
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus (não conhecimento) e recomendação de revisão da necessidade da prisão preventiva ao juízo de origem.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Audiência De Custódia, Medidas Cautelares, Garantia Da Ordem Pública, Modus Operandi, Pandemia (covid 19)
Case Brief
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Parties
BRUNO RODRIGUES DE LIMA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento (não Conheço Do Writ) E Devolução Ao Juízo Processante Para Reavaliação Da Prisão Preventiva)
Legal Issues
- 1 Adequação do habeas corpus contra acórdão que denegou ordem
- 2 Ilegalidade pela não realização da audiência de custódia
- 3 Existência de fundamentação concreta para prisão preventiva (art. 312 CPP)
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu do habeas corpus por inadequação da via recursal contra acórdão que denegou ordem em grau de apelação, não havendo ilegalidade flagrante a ser sanada de ofício; além disso, verificou-se que a prisão preventiva estava fundamentada concretamente nos requisitos do art. 312 do CPP (materialidade, indícios de autoria e periculum libertatis) e que a não realização da audiência de custódia se revelou justificada pela diminuição de riscos epidemiológicos durante a pandemia e/ou pela conversão do flagrante em preventiva; por isso manteve a necessidade da custódia e recomendou ao juízo reavaliar a manutenção da prisão nos termos do art. 316 do CPP.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus (não conhecimento) e recomendação de revisão da necessidade da prisão preventiva ao juízo de origem.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus impetrado
- Recomendar ao juízo processante que revise a necessidade da manutenção da prisão preventiva, nos termos do art. 316 do Código de Processo Penal
Full Case Text
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