HC 629987 - DECISAO
Verificado que, após a entrada em vigor da Lei n. 13.964/2019, o juiz não pode mais converter de ofício a prisão em flagrante em preventiva sem prévia representação ou requerimento do Ministério Público, do querelante ou da autoridade policial, e constatando-se que no caso concreto tal conversão foi feita de ofício em 14/9/2020, a conversão foi anulada e o paciente teve assegurado o direito de aguardar o julgamento em liberdade, ressalvadas hipóteses de nova decretação da prisão ou aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP desde que precedidas de requerimento, ou situação de cumprimento de pena por outro processo ou mandado de prisão.
- Parties
- Paciente: IGOR ROSINSKI LAGE; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Ordem concedida para anular a conversão do flagrante em prisão preventiva e assegurar ao paciente o direito de aguardar o julgamento em liberdade, com ressalvas.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Audiência De Custódia, Lei N. 13.964/2019 (lei Anticrime), Recomendações CNJ N. 62/2020 E 68/2020
Case Brief
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Parties
IGOR ROSINSKI LAGE
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 Conversão de prisão em flagrante em prisão preventiva de ofício após entrada em vigor da Lei n. 13.964/2019
- 2 Necessidade de prévia representação ou requerimento do Ministério Público, do querelante ou da autoridade policial para decretação da prisão preventiva
- 3 Ausência de audiência de custódia e observância das Recomendações CNJ n. 62/2020 e 68/2020
Ratio Decidendi
Verificado que, após a entrada em vigor da Lei n. 13.964/2019, o juiz não pode mais converter de ofício a prisão em flagrante em preventiva sem prévia representação ou requerimento do Ministério Público, do querelante ou da autoridade policial, e constatando-se que no caso concreto tal conversão foi feita de ofício em 14/9/2020, a conversão foi anulada e o paciente teve assegurado o direito de aguardar o julgamento em liberdade, ressalvadas hipóteses de nova decretação da prisão ou aplicação de medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP desde que precedidas de requerimento, ou situação de cumprimento de pena por outro processo ou mandado de prisão.
Court Disposition
Ordem concedida para anular a conversão do flagrante em prisão preventiva e assegurar ao paciente o direito de aguardar o julgamento em liberdade, com ressalvas.
Orders
- Confirma-se a liminar anteriormente deferida.
- Anula-se a conversão do flagrante em prisão preventiva.
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