RHC 147589 - DECISAO
Não conheceu-se das pretensões que demandam revolvimento probatório ou matérias não apreciadas pelo tribunal a quo; concedeu-se a ordem de ofício para relaxar a prisão preventiva porque a custódia foi decretada ex officio na sentença sem prévio requerimento do Ministério Público ou representação policial, o que, após a Lei n. 13.964/2019 e conforme precedentes desta Corte e do STF, torna ilegítima a decretação de prisão preventiva de ofício em qualquer fase processual.
- Parties
- Paciente / Recorrente: RAFAEL FELIX DA SILVA; Tribunal a Quo: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 September 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso não conhecido quanto às teses que demandam revolvimento fático-probatório e supressão de instância; ordem concedida de ofício para relaxar a prisão preventiva decretada ex officio
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Receptação, Supressão De Instância, Revisão De Regime Prisional
Case Brief
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Parties
RAFAEL FELIX DA SILVA
Paciente / Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Tribunal a Quo
Ministério Público Federal
Órgão Ministerial
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Monocrática No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 possibilidade de desclassificação para receptação culposa via habeas corpus
- 2 preclusão/supressão de instância quanto a matérias não apreciadas pelo tribunal a quo
- 3 ilegalidade da decretação de prisão preventiva ex officio na sentença sem requerimento do Ministério Público ou representação policial
Ratio Decidendi
Não conheceu-se das pretensões que demandam revolvimento probatório ou matérias não apreciadas pelo tribunal a quo; concedeu-se a ordem de ofício para relaxar a prisão preventiva porque a custódia foi decretada ex officio na sentença sem prévio requerimento do Ministério Público ou representação policial, o que, após a Lei n. 13.964/2019 e conforme precedentes desta Corte e do STF, torna ilegítima a decretação de prisão preventiva de ofício em qualquer fase processual.
Court Disposition
Recurso não conhecido quanto às teses que demandam revolvimento fático-probatório e supressão de instância; ordem concedida de ofício para relaxar a prisão preventiva decretada ex officio
Orders
- Não conheço do recurso ordinário em habeas corpus quanto às matérias que demandariam revolvimento fático-probatório e que não foram apreciadas pelo tribunal a quo
- Concedo a ordem, de ofício, para relaxar a prisão preventiva do paciente, decretada ex officio, se, por outro motivo, não estiver preso, sem prejuízo da implementação de nova custódia, precedida de requerimento da autoridade ou parte competente, desde que devidamente fundamentada
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