HC 689044 - DECISAO
Embora o STJ se reconheça incompetente para rever, em sede de mérito, acórdão transitado em julgado quanto à condenação, verificou ilegalidade flagrante relativa à posse de munição: a apreensão de dois cartuchos calibre .38 desacompanhados de arma de fogo revela ínfima potencialidade lesiva, ensejando aplicação do princípio da insignificância e consequente absolvição do paciente quanto ao crime previsto no art. 12 da Lei n. 10.826/2003; mantida, por sua vez, a dosimetria aplicada ao crime de tráfico de entorpecentes por restar devidamente fundamentada e proporcional.
- Parties
- Paciente: Renato Allan Amorim da Silva; Autoridade Coatora: Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre; Parceiro Ministerial/órgão Opinante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 September 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (concessão De Ordem De Ofício E Não Conhecimento Do Writ)
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Princípio Da Insignificância, Porte De Munição, Tráfico De Drogas, Dosimetria Da Pena, Competência
Case Brief
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Parties
Renato Allan Amorim da Silva
Paciente
Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Parceiro Ministerial/órgão Opinante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (concessão De Ordem De Ofício E Não Conhecimento Do Writ)
Legal Issues
- 1 aplicabilidade do princípio da insignificância à posse de munição de uso permitido
- 2 competência do STJ para revisar acórdão transitado em julgado
- 3 legalidade da dosimetria da pena no crime de tráfico de drogas
Ratio Decidendi
Embora o STJ se reconheça incompetente para rever, em sede de mérito, acórdão transitado em julgado quanto à condenação, verificou ilegalidade flagrante relativa à posse de munição: a apreensão de dois cartuchos calibre .38 desacompanhados de arma de fogo revela ínfima potencialidade lesiva, ensejando aplicação do princípio da insignificância e consequente absolvição do paciente quanto ao crime previsto no art. 12 da Lei n. 10.826/2003; mantida, por sua vez, a dosimetria aplicada ao crime de tráfico de entorpecentes por restar devidamente fundamentada e proporcional.
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