RHC 156474 - DECISAO
Não se verifica flagrante ilegalidade: o Tribunal de origem expôs fundamentação concreta e suficiente para decretação e manutenção da prisão preventiva com base no art. 312 do CPP (garantia da ordem pública), há provas de materialidade e indícios de autoria, a tramitação do processo justificou o tempo decorrido (complexidade, pluralidade de réus, recursos e atos processuais, digitalização/migração), e não restou demonstrada desídia estatal que caracterizasse excesso de prazo; assim, nega-se provimento ao recurso e mantém-se a custódia cautelar, com recomendação de que o juízo de 1º grau analise a necessidade da custódia nos termos do art. 316 do CPP.
- Parties
- Impetrante/paciente: RICARDO LUIZ SILVA DA FONSECA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado da Bahia; Corréu: NAILTON ADORNO DO ESPÍRITO SANTO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 November 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito (nego Provimento)
- Outcome
- recurso ordinário em habeas corpus negado (nego provimento)
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Excesso De Prazo Para Formação Da Culpa, Fundamentação Do Decreto Prisional, Garantia Da Ordem Pública, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Pronúncia, Contemporaneidade
Case Brief
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Parties
RICARDO LUIZ SILVA DA FONSECA
Impetrante/paciente
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia
Órgão Recorrido
NAILTON ADORNO DO ESPÍRITO SANTO
Corréu
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito (nego Provimento)
Legal Issues
- 1 excesso de prazo para formação da culpa
- 2 ausência de fundamentação do decreto prisional
- 3 manutenção da prisão preventiva com fundamento em art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
Não se verifica flagrante ilegalidade: o Tribunal de origem expôs fundamentação concreta e suficiente para decretação e manutenção da prisão preventiva com base no art. 312 do CPP (garantia da ordem pública), há provas de materialidade e indícios de autoria, a tramitação do processo justificou o tempo decorrido (complexidade, pluralidade de réus, recursos e atos processuais, digitalização/migração), e não restou demonstrada desídia estatal que caracterizasse excesso de prazo; assim, nega-se provimento ao recurso e mantém-se a custódia cautelar, com recomendação de que o juízo de 1º grau analise a necessidade da custódia nos termos do art. 316 do CPP.
Court Disposition
recurso ordinário em habeas corpus negado (nego provimento)
Orders
- Nego provimento ao recurso.
- Recomenda-se ao juízo de 1º grau que analise a necessidade da custódia, nos termos do art. 316, parágrafo único, do Código de Processo Penal, e que imprima celeridade ao feito para designação da sessão do Tribunal do Júri.
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