HC 702880 - DECISAO

HC 702880 - DECISAO

Embora o habeas corpus não fosse a via adequada, constatou-se ilegalidade flagrante por excesso de prazo na custódia cautelar: o paciente permaneceu preso preventivamente por aproximadamente 1 ano e 5 meses em processo de natureza simples, sem conclusão da instrução, sem demora atribuível à defesa e sem comprovação de trânsito em julgado da condenação anterior, tornando desarrazoada a manutenção da prisão; por isso, o Relator, de ofício, revogou a prisão preventiva, ressalvando a possibilidade de imposição de medidas cautelares pelo juízo de primeiro grau.

Parties
Paciente: WELLINGTON JOSÉ BROCHARDT DA SILVA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
03 November 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator: Não Conhecimento Quanto À Via, Concedida a Ordem De Ofício Para Revogar a Prisão Preventiva
Outcome
Não conhecido quanto à via (inadequação), contudo concedida a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente
Legal Topics
Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Porte Ilegal De Arma De Fogo, Revisão Periódica Da Prisão

Case Brief

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Parties

WELLINGTON JOSÉ BROCHARDT DA SILVA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco

Órgão Recorrido

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Monocrática Do Relator: Não Conhecimento Quanto À Via, Concedida a Ordem De Ofício Para Revogar a Prisão Preventiva

  1. 1 excesso de prazo na custódia cautelar
  2. 2 adequação da via processual (habeas corpus vs recurso próprio)
  3. 3 necessidade de revisão periódica da prisão preventiva a cada 90 dias (art.316 CPP)

Ratio Decidendi

Embora o habeas corpus não fosse a via adequada, constatou-se ilegalidade flagrante por excesso de prazo na custódia cautelar: o paciente permaneceu preso preventivamente por aproximadamente 1 ano e 5 meses em processo de natureza simples, sem conclusão da instrução, sem demora atribuível à defesa e sem comprovação de trânsito em julgado da condenação anterior, tornando desarrazoada a manutenção da prisão; por isso, o Relator, de ofício, revogou a prisão preventiva, ressalvando a possibilidade de imposição de medidas cautelares pelo juízo de primeiro grau.

Court Disposition

Não conhecido quanto à via (inadequação), contudo concedida a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente

Orders

  • Revogar a prisão preventiva de WELLINGTON JOSÉ BROCHARDT DA SILVA.
  • Ressalvada a possibilidade de aplicação de medidas cautelares, a critério e sob acompanhamento do Juízo de primeiro grau.