HC 696949 - DECISAO
A custódia preventiva foi mantida porque o decreto prisional apresenta fundamentação concreta baseada na gravidade in concreto do fato e no modus operandi (vítima atingida por 81 disparos e indícios de execução relacionada ao tráfico), na reiteração delitiva do paciente e na conveniência da instrução criminal (testemunha sigilosa ameaçada), de modo que se configuram os requisitos do art. 312 do CPP e se mostram insuficientes medidas cautelares diversas; ademais, o habeas corpus não é via própria para revolvimento fático-probatório sobre indícios de autoria.
- Parties
- Paciente (impetrante): JAIRTON FERNANDO PONTES; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ; Interveniente (parecer): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 November 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Ordinário / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Conheço Parcialmente E Denego a Ordem
- Outcome
- Conheço parcialmente do habeas corpus e, nessa extensão, denego a ordem.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Requisitos Do Decreto De Prisão, Reiteração Delitiva, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Recomendação CNJ N. 62/2020
Case Brief
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Parties
JAIRTON FERNANDO PONTES
Paciente (impetrante)
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO PARANÁ
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interveniente (parecer)
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Ordinário / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça Conheço Parcialmente E Denego a Ordem
Legal Issues
- 1 possibilidade de reexame de indícios de autoria em habeas corpus
- 2 fundamentação idônea do decreto de prisão preventiva
- 3 adequação de medidas cautelares diversas da prisão
Ratio Decidendi
A custódia preventiva foi mantida porque o decreto prisional apresenta fundamentação concreta baseada na gravidade in concreto do fato e no modus operandi (vítima atingida por 81 disparos e indícios de execução relacionada ao tráfico), na reiteração delitiva do paciente e na conveniência da instrução criminal (testemunha sigilosa ameaçada), de modo que se configuram os requisitos do art. 312 do CPP e se mostram insuficientes medidas cautelares diversas; ademais, o habeas corpus não é via própria para revolvimento fático-probatório sobre indícios de autoria.
Court Disposition
Conheço parcialmente do habeas corpus e, nessa extensão, denego a ordem.
Orders
- Ordem denegada
- Publique-se
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