HC 908361 - DECISAO
O habeas corpus substitutivo não é via adequada para reexaminar o conjunto probatório; a alegada violação do direito ao silêncio, quando existente, configura nulidade relativa e não restou demonstrado prejuízo capaz de anular as provas, motivo pelo qual não se conhece do habeas corpus; contudo, de ofício, em face das circunstâncias favoráveis (réu primário, quantum de pena não superior a 8 anos), fixou-se o regime inicial semiaberto para cumprimento das penas, nos termos do art. 33, §§2º e 3º, do Código Penal.
- Parties
- Paciente: LUCAS ANASTÁCIO DE CARVALHO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro; Impetrante: Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 May 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem, de ofício, para fixar o regime semiaberto de cumprimento de pena em relação ao paciente.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Direito Ao Silêncio (nemo Tenetur Se Detegere), Nulidade Relativa (pas De Nullité Sans Grief), Tráfico De Drogas (lei N. 11.343/2006), Associação Para O Tráfico (art. 35, Lei 11.343/2006), Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º), Substituição Da Pena Privativa Por Restritiva De Direitos (art. 44 Cp)
Case Brief
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Parties
LUCAS ANASTÁCIO DE CARVALHO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Autoridade Coatora
Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro
Impetrante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 nulidade da confissão informal por possível violação ao direito ao silêncio
- 2 suficiência do conjunto probatório para condenação por tráfico e por associação para o tráfico
- 3 aplicabilidade do redutor do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006
Ratio Decidendi
O habeas corpus substitutivo não é via adequada para reexaminar o conjunto probatório; a alegada violação do direito ao silêncio, quando existente, configura nulidade relativa e não restou demonstrado prejuízo capaz de anular as provas, motivo pelo qual não se conhece do habeas corpus; contudo, de ofício, em face das circunstâncias favoráveis (réu primário, quantum de pena não superior a 8 anos), fixou-se o regime inicial semiaberto para cumprimento das penas, nos termos do art. 33, §§2º e 3º, do Código Penal.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem, de ofício, para fixar o regime semiaberto de cumprimento de pena em relação ao paciente.
Orders
- Fixar o regime semiaberto de cumprimento de pena em relação ao paciente (Processo n. 0021348-61.2022.8.19.0014).
- Intimem-se.
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