HC 946697 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão agravada e denegou-se a ordem de habeas corpus porque a pronúncia transitou em julgado em 13/01/2016, vedando a análise agora pretendida (preclusão), e porque os autos comprovam materialidade e indícios suficientes de autoria, inclusive com base em prova irrepetível (declaração da vítima falecida), requisitos que autorizam a pronúncia nos termos do art. 413 do CPP; ademais, o habeas corpus não é via adequada para reexaminar provas ou suprimir instância quanto a alegações processuais não apreciadas pelo tribunal de origem (por exemplo, a alegada nulidade prevista no art. 400 do CPP).
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ; Paciente/agravado/réu: FRANCISCO WAGNER FLOR MACÁRIO; Vítima: Edson Saraiva Moto; Vítima/declarante: Ludimila Feitosa Neves
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 October 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus (com Agravo Regimental Interposto Pelo Ministério Público) / Decisão De Denegação Da Ordem De Habeas Corpus (reconsideração Da Decisão Agravada)
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Pronúncia, Tribunal Do Júri, Prova Irrepetível, Interrogatório (art. 400 Cpp), Preclusão, Reexame Fático Probatório, Qualificadoras, Súmula 7/stj
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO CEARÁ
Agravante
FRANCISCO WAGNER FLOR MACÁRIO
Paciente/agravado/réu
Edson Saraiva Moto
Vítima
Ludimila Feitosa Neves
Vítima/declarante
Procedural Posture
Habeas Corpus (com Agravo Regimental Interposto Pelo Ministério Público) / Decisão De Denegação Da Ordem De Habeas Corpus (reconsideração Da Decisão Agravada)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de reexame do conjunto fático-probatório em habeas corpus
- 2 Preclusão em razão de pronúncia transitada em julgado
- 3 Admissibilidade da pronúncia com base em prova irrepetível colhida na fase inquisitorial
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão agravada e denegou-se a ordem de habeas corpus porque a pronúncia transitou em julgado em 13/01/2016, vedando a análise agora pretendida (preclusão), e porque os autos comprovam materialidade e indícios suficientes de autoria, inclusive com base em prova irrepetível (declaração da vítima falecida), requisitos que autorizam a pronúncia nos termos do art. 413 do CPP; ademais, o habeas corpus não é via adequada para reexaminar provas ou suprimir instância quanto a alegações processuais não apreciadas pelo tribunal de origem (por exemplo, a alegada nulidade prevista no art. 400 do CPP).
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