HC 920481 - DECISAO
Concedeu-se a ordem para despronunciar a paciente porque a decisão de pronúncia estava fundamentada predominantemente em elementos colhidos na fase inquisitorial e no depoimento retratado do corréu Anderson, sem existência de indícios colhidos na fase judicial que demonstrem, de forma suficiente, a autoria a ponto de justificar a submissão da acusada ao Tribunal do Júri; assim, não havia justa causa para a pronúncia, sendo cabível a despronúncia, sem prejuízo de nova denúncia nos termos do art. 414, parágrafo único, do CPP.
- Parties
- Paciente: MARIA PAULA PORTO BIANCO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Juízo a Quo: Juízo de Direito da 3ª Vara Criminal da comarca de São Carlos/SP
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 October 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (ordem Concedida)
- Outcome
- Ordem concedida para despronunciar a paciente na Ação Penal n. 0000582-92.2016.8.26.0566
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Pronúncia, Despronúncia, Testemunho Indireto, Inquérito Policial, Tribunal Do Júri, Art. 155 Do CPP, Art. 414 Do CPP
Case Brief
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Parties
MARIA PAULA PORTO BIANCO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Juízo de Direito da 3ª Vara Criminal da comarca de São Carlos/SP
Juízo a Quo
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (ordem Concedida)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de pronúncia fundada exclusivamente em elementos colhidos na fase inquisitorial
- 2 Idoneidade de depoimentos indiretos (ouvir dizer) como fundamento para pronúncia
- 3 Suficiência de indícios de autoria colhidos em juízo para submissão ao Tribunal do Júri
Ratio Decidendi
Concedeu-se a ordem para despronunciar a paciente porque a decisão de pronúncia estava fundamentada predominantemente em elementos colhidos na fase inquisitorial e no depoimento retratado do corréu Anderson, sem existência de indícios colhidos na fase judicial que demonstrem, de forma suficiente, a autoria a ponto de justificar a submissão da acusada ao Tribunal do Júri; assim, não havia justa causa para a pronúncia, sendo cabível a despronúncia, sem prejuízo de nova denúncia nos termos do art. 414, parágrafo único, do CPP.
Court Disposition
Ordem concedida para despronunciar a paciente na Ação Penal n. 0000582-92.2016.8.26.0566
Orders
- Concedo a ordem para despronunciar a paciente na Ação Penal n. 0000582-92.2016.8.26.0566, sem prejuízo de formulação de nova denúncia, nos termos do art. 414, parágrafo único, do Código de Processo Penal.
- Comunique-se com urgência.
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