HC 919770 - DECISAO
Reconheceu-se a prescrição retroativa da pretensão punitiva em relação aos crimes de receptação e uso de documento falso em razão da duração do lapso temporal (denúncia em 18/10/2013 e sentença em 09/09/2019) e, quanto ao crime de tráfico de drogas, aplicou-se o tráfico privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006) na fração máxima, em conformidade com o entendimento do STJ de que inquéritos e ações penais em curso não podem ser usados para afastar a minorante (Tema 1.139), além de considerar inexistente nulidade processual apta a ensejar anulação por ausência de prejuízo, diante da representação pelo defensor público e da falta de atualização de endereço pelo réu; fixou-se, pois, a pena...
- Parties
- Paciente: ANDERSON CHAVES AYRES; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (HC n. 0620776-90.2024.8.06.0000)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão Parcial Da Ordem)
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º Da Lei 11.343/2006), Receptação, Uso De Documento Falso, Prescrição Da Pretensão Punitiva, Nulidade Processual Por Falta De Intimação, Dosimetria Da Pena, Regime Inicial, Substituição De Pena (art. 44 Cp)
Case Brief
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Parties
ANDERSON CHAVES AYRES
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO CEARÁ (HC n. 0620776-90.2024.8.06.0000)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão Parcial Da Ordem)
Legal Issues
- 1 nulidade por ausência de intimação para constituição de novo patrono e por ausência de reiteração da carta precatória
- 2 possibilidade de utilização do habeas corpus como sucedâneo recursal
- 3 incidência da Súmula 523/STF e dos arts. 367, 563, 565 e 566 do CPP
Ratio Decidendi
Reconheceu-se a prescrição retroativa da pretensão punitiva em relação aos crimes de receptação e uso de documento falso em razão da duração do lapso temporal (denúncia em 18/10/2013 e sentença em 09/09/2019) e, quanto ao crime de tráfico de drogas, aplicou-se o tráfico privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/2006) na fração máxima, em conformidade com o entendimento do STJ de que inquéritos e ações penais em curso não podem ser usados para afastar a minorante (Tema 1.139), além de considerar inexistente nulidade processual apta a ensejar anulação por ausência de prejuízo, diante da representação pelo defensor público e da falta de atualização de endereço pelo réu; fixou-se, pois, a pena...
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