HC 946245 - DECISAO
Considerando que o paciente foi processado pela suposta prática do art. 147-A do Código Penal cuja pena máxima é inferior a quatro anos, e que não houve comprovação do descumprimento de medidas protetivas previamente fixadas (requisito do art. 313, III, do CPP), a manutenção da prisão preventiva revelou-se ilegal; ante a insuficiência de fundamentos para a custódia e a possibilidade de garantia da integridade da vítima por meio de medidas protetivas de urgência e medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a ordem foi concedida, de ofício, para relaxar a prisão preventiva, condicionando-se a liberdade à aplicação das medidas alternativas e à reimposição da custódia em caso de...
- Parties
- Paciente: PAULO LUCAS MARTINS FERREIRA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 27 November 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Não obstante, concedo a ordem, de ofício, para relaxar a prisão preventiva imposta ao paciente, mediante aplicação de medidas protetivas de urgência e medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, com possibilidade de nova custódia em caso de descumprimento.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Violência Doméstica, Medidas Cautelares, Medidas Protetivas De Urgência
Case Brief
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Parties
PAULO LUCAS MARTINS FERREIRA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva decretada em face de crime com pena máxima inferior a quatro anos (art. 147-A CP)
- 2 aplicabilidade do art. 313 do CPP, especialmente inciso III, em casos de violência doméstica
- 3 necessidade de descumprimento prévio de medidas protetivas para fundamentar prisão preventiva nos termos do art. 313, III, do CPP
Ratio Decidendi
Considerando que o paciente foi processado pela suposta prática do art. 147-A do Código Penal cuja pena máxima é inferior a quatro anos, e que não houve comprovação do descumprimento de medidas protetivas previamente fixadas (requisito do art. 313, III, do CPP), a manutenção da prisão preventiva revelou-se ilegal; ante a insuficiência de fundamentos para a custódia e a possibilidade de garantia da integridade da vítima por meio de medidas protetivas de urgência e medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, a ordem foi concedida, de ofício, para relaxar a prisão preventiva, condicionando-se a liberdade à aplicação das medidas alternativas e à reimposição da custódia em caso de...
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Não obstante, concedo a ordem, de ofício, para relaxar a prisão preventiva imposta ao paciente, mediante aplicação de medidas protetivas de urgência e medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, com possibilidade de nova custódia em caso de descumprimento.
Orders
- Relaxar a prisão preventiva imposta ao paciente.
- Aplicação, a critério do Juízo de Primeiro Grau, de medidas protetivas de urgência e de medidas cautelares previstas no art. 319 do Código de Processo Penal.
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