HC 959002 - DECISAO
Embora o habeas corpus substitutivo de recurso próprio devesse ser, em princípio, não conhecido, processou-se o writ para verificar ilegalidade flagrante. O tribunal entendeu não haver nulidade do reconhecimento por art. 226 do CPP porque a identificação não foi o único elemento de prova, sendo corroborada por depoimentos das vítimas e policiais e pela apreensão de bens das vítimas em posse do réu; contudo, verificou-se ausência de fundamentação concreta para a imposição do regime inicial fechado, diante da primariedade do réu, da pena-base fixada no mínimo legal e da falta de circunstâncias desfavoráveis, o que autorizou, de ofício, a concessão da ordem para readequar o regime inicial...
- Parties
- Paciente: ALEXSANDRO PEREIRA DA SILVA; Tribunal a Quo: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Apelante: parquet estadual; Parecer: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem, de ofício, para fixar o regime prisional semiaberto para início de cumprimento da pena.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Reconhecimento Pessoal E Fotográfico, Art. 226 Do CPP, Fixação Do Regime Inicial De Cumprimento De Pena, Súmula 440 STJ, Súmulas 718 E 719 STF
Case Brief
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Parties
ALEXSANDRO PEREIRA DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Tribunal a Quo
parquet estadual
Apelante
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Parecer
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 nulidade do reconhecimento pessoal por inobservância do art. 226 do CPP
- 2 possibilidade de reexame de prova via habeas corpus
- 3 fundamentação idônea para imposição de regime inicial mais gravoso
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus substitutivo de recurso próprio devesse ser, em princípio, não conhecido, processou-se o writ para verificar ilegalidade flagrante. O tribunal entendeu não haver nulidade do reconhecimento por art. 226 do CPP porque a identificação não foi o único elemento de prova, sendo corroborada por depoimentos das vítimas e policiais e pela apreensão de bens das vítimas em posse do réu; contudo, verificou-se ausência de fundamentação concreta para a imposição do regime inicial fechado, diante da primariedade do réu, da pena-base fixada no mínimo legal e da falta de circunstâncias desfavoráveis, o que autorizou, de ofício, a concessão da ordem para readequar o regime inicial...
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem, de ofício, para fixar o regime prisional semiaberto para início de cumprimento da pena.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Concedo a ordem, de ofício, para fixar o regime prisional semiaberto para início de cumprimento da pena, nos termos do art. 33, § 2º, b, do Código Penal.
Full Case Text
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