HC 959294 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que não houve flagrante ilegalidade que justificasse a manutenção da prisão preventiva quando, no estágio processual concreto, as medidas cautelares diversas da prisão aplicadas pelo juízo de primeiro grau (notadamente a suspensão do exercício da advocacia, juntamente com outras cautelares) mostraram-se adequadas e suficientes para resguardar a ordem pública e prevenir a reiteração delitiva; assim, não se conhece do habeas corpus como substitutivo de recurso, mas concede-se a ordem de ofício para restabelecer as cautelares alternativas nos termos da decisão de 1º grau.
- Parties
- Paciente: FLÁVIA PAULO DOS SANTOS OLIVEIRA RIBEIRO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS; Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 December 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Concessão De Ordem De Ofício Pelo Superior Tribunal De Justiça; Não Conhecimento Da Impetração
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para restabelecer as medidas cautelares alternativas à prisão nos termos da decisão do Juízo de 1º grau.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares, Suspensão Do Exercício Da Advocacia, Reiteracão Delitiva, Ordem Pública
Case Brief
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Parties
FLÁVIA PAULO DOS SANTOS OLIVEIRA RIBEIRO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO TOCANTINS
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL
Recorrente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Concessão De Ordem De Ofício Pelo Superior Tribunal De Justiça; Não Conhecimento Da Impetração
Legal Issues
- 1 É suficiente a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas, notadamente a suspensão do exercício da advocacia, para resguardar a ordem pública e prevenir a reiteração delitiva?
- 2 Cabe habeas corpus substitutivo do recurso legalmente previsto ou apenas quando há flagrante ilegalidade?
- 3 Houve flagrante ilegalidade no restabelecimento da prisão preventiva pelo Tribunal de Justiça do Tocantins?
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça concluiu que não houve flagrante ilegalidade que justificasse a manutenção da prisão preventiva quando, no estágio processual concreto, as medidas cautelares diversas da prisão aplicadas pelo juízo de primeiro grau (notadamente a suspensão do exercício da advocacia, juntamente com outras cautelares) mostraram-se adequadas e suficientes para resguardar a ordem pública e prevenir a reiteração delitiva; assim, não se conhece do habeas corpus como substitutivo de recurso, mas concede-se a ordem de ofício para restabelecer as cautelares alternativas nos termos da decisão de 1º grau.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para restabelecer as medidas cautelares alternativas à prisão nos termos da decisão do Juízo de 1º grau.
Orders
- Determinar o restabelecimento das medidas cautelares alternativas à prisão nos termos da decisão proferida pelo Juízo de 1º grau (fls. 34-38).
- Comunicar com urgência o Tribunal de Justiça do Tocantins e a 3ª Vara Criminal de Palmas.
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