RHC 209184 - DECISAO
A legislação vigente (art. 311 do CPP na redação dada pela Lei n. 13.964/2019) exige provocação de sujeito processual legitimado para a decretação da prisão preventiva, de modo que a conversão da prisão em flagrante em preventiva sem requerimento prévio constitui ilegalidade. No caso concreto houve decretação da preventiva sem a prévia provocação de legitimado (ressalvando-se que o Ministério Público havia requerido medidas mais brandas), tornando ilegítima a custódia cautelar; diante disso, prejudicada a análise das demais questões, procede-se à substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: GUILHERME HENRIQUE SANTOS MARTINS; Órgão Prolator Do Acórdão: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Manifestante Nos Autos: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 January 2025
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento De Recurso Em Habeas Corpus No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Recurso provido
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Conversão Da Prisão Em Flagrante, Lei Nº 13.964/2019, Art. 311 Do CPP, Medidas Cautelares Alternativas, Lei Nº 10.826/03
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
GUILHERME HENRIQUE SANTOS MARTINS
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Órgão Prolator Do Acórdão
Ministério Público Federal
Manifestante Nos Autos
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Julgamento De Recurso Em Habeas Corpus No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Possibilidade de conversão ex officio da prisão em flagrante em prisão preventiva após a Lei n.13.964/2019
- 2 Presença dos requisitos do art. 312 do CPP para decretação da prisão preventiva
- 3 Existência de materialidade do crime previsto no art. 14 da Lei nº 10.826/03 diante da apreensão apenas de munições
Ratio Decidendi
A legislação vigente (art. 311 do CPP na redação dada pela Lei n. 13.964/2019) exige provocação de sujeito processual legitimado para a decretação da prisão preventiva, de modo que a conversão da prisão em flagrante em preventiva sem requerimento prévio constitui ilegalidade. No caso concreto houve decretação da preventiva sem a prévia provocação de legitimado (ressalvando-se que o Ministério Público havia requerido medidas mais brandas), tornando ilegítima a custódia cautelar; diante disso, prejudicada a análise das demais questões, procede-se à substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau.
Court Disposition
Recurso provido
Orders
- Determinar a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas, a serem fixadas segundo o prudente arbítrio do Juízo de 1º grau.
- Comunicar, com urgência, ao Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais e ao Juízo da 3ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri da Comarca de Sete Lagoas.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment