HC 974408 - DECISAO
Ainda que o habeas corpus não devesse ser conhecido como substitutivo de revisão criminal em hipóteses de preclusão temporal, no caso verificou-se intervalo temporal entre trânsito em julgado e impetração compatível; diante da circunstância fática de que o réu é portador de mal de Parkinson e teve dificuldade efetiva de comunicação no interrogatório do Tribunal do Júri, o juiz presidente deveria ter envidado diligências para viabilizar a autodefesa (intervenção profissional ou dissolução da sessão), não podendo a ausência de pedido prévio pela defesa justificar a completa inação; assim, reconheceu-se oficiosamente a nulidade do julgamento e determinou-se a realização de novo júri com...
- Parties
- Paciente: JOÃO CIRILO DE OLIVEIRA NETO; Órgão Julgador: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Revisão Criminal / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem de ofício para anular o julgamento pelo Tribunal do Júri e determinar novo julgamento.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Revisão Criminal, Tribunal Do Júri, Nulidade, Autodefesa, Perícia, Mídia Digital
Case Brief
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Parties
JOÃO CIRILO DE OLIVEIRA NETO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Órgão Julgador
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Revisão Criminal / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Conhecimento de habeas corpus substitutivo de revisão criminal em razão do tempo decorrido desde o trânsito em julgado
- 2 Violação do direito de autodefesa do réu portador de mal de Parkinson durante interrogatório no Tribunal do Júri
- 3 Indeferimento da exibição de mídia de áudio e sua pressuposta reprovação
Ratio Decidendi
Ainda que o habeas corpus não devesse ser conhecido como substitutivo de revisão criminal em hipóteses de preclusão temporal, no caso verificou-se intervalo temporal entre trânsito em julgado e impetração compatível; diante da circunstância fática de que o réu é portador de mal de Parkinson e teve dificuldade efetiva de comunicação no interrogatório do Tribunal do Júri, o juiz presidente deveria ter envidado diligências para viabilizar a autodefesa (intervenção profissional ou dissolução da sessão), não podendo a ausência de pedido prévio pela defesa justificar a completa inação; assim, reconheceu-se oficiosamente a nulidade do julgamento e determinou-se a realização de novo júri com...
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus. Contudo, concedo a ordem de ofício para anular o julgamento pelo Tribunal do Júri e determinar novo julgamento.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus
- Anular o julgamento pelo Tribunal do Júri relativo à condenação do paciente
Full Case Text
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