HC 853814 - DECISAO

HC 853814 - DECISAO

Não conheço do habeas corpus porque não se demonstra flagrante ilegalidade que autorize o uso do writ como substitutivo de recurso ordinário; a condenação foi proferida em 2019 com base em jurisprudência então vigente; o entendimento do STF (RE) posterior à condenação não foi suscitada no juízo de origem nem no juízo das execuções, e sua aplicação retroativa implicaria supressão de instância, razão pela qual a impetração não pode prosperar.

Parties
Paciente: PAULO CÉSAR DE OLIVEIRA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
25 February 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido (decisão Do Stj)
Legal Topics
Habeas Corpus, Revisão Criminal, Aplicação Retroativa De Entendimento Jurisprudencial, Trânsito Em Julgado, Supressão De Instância

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 3 Party arguments 2
Sign in to unlock

Parties

PAULO CÉSAR DE OLIVEIRA

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Autoridade Coatora

Procedural Posture

Habeas Corpus / Não Conhecido (decisão Do Stj)

  1. 1 Possibilidade de utilização do habeas corpus para obter redução da pena com base em alteração jurisprudencial posterior ao trânsito em julgado
  2. 2 Aplicação retroativa de entendimento do STF a condenação proferida sob jurisprudência anterior
  3. 3 Se há flagrante ilegalidade capaz de autorizar o conhecimento do habeas corpus apesar da existência de recursos ordinários

Ratio Decidendi

Não conheço do habeas corpus porque não se demonstra flagrante ilegalidade que autorize o uso do writ como substitutivo de recurso ordinário; a condenação foi proferida em 2019 com base em jurisprudência então vigente; o entendimento do STF (RE) posterior à condenação não foi suscitada no juízo de origem nem no juízo das execuções, e sua aplicação retroativa implicaria supressão de instância, razão pela qual a impetração não pode prosperar.