HC 977056 - DECISAO
Houve flagrante ilegalidade na dosimetria do Tribunal de origem porque a quantidade e a natureza das drogas, elementos que são preponderantes e devem ser utilizados na primeira fase da dosimetria (art. 42 da Lei n. 11.343/2006), foram empregados também para afastar a aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, configurando bis in idem e utilização genérica desses elementos como indicador de dedicação à atividade criminosa. Ante a possibilidade prevista no art. 647-A do CPP de concessão de habeas corpus de ofício em casos de flagrante ilegalidade, impôs-se o reconhecimento da minorante do § 4º do art. 33 e a redução da pena para 1 ano e 8 meses de reclusão, mantendo-se...
- Parties
- Paciente: PEDRO HENRIQUE OLIVEIRA COELHO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal n. 1500531-41.2023.8.26.0637)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 February 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão (concessão De Ofício)
- Outcome
- Não conheço do presente habeas corpus. Contudo, concedo a ordem de ofício para reconhecer a minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, na fração de 2/3, reduzindo a reprimenda do paciente para 1 ano e 8 meses de reclusão, mantidos os demais termos do acórdão impugnado.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Tráfico De Drogas, Dosimetria, Tráfico Privilegiado, Art. 33, § 4º, Lei N. 11.343/2006, Art. 42 Da Lei N. 11.343/2006, Flagrante Ilegalidade, Concessão De Ofício (art. 647 a Do Cpp)
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
PEDRO HENRIQUE OLIVEIRA COELHO
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação Criminal n. 1500531-41.2023.8.26.0637)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (concessão De Ofício)
Legal Issues
- 1 cabimento de habeas corpus em substituição a recurso próprio e possibilidade de concessão de ofício diante de flagrante ilegalidade
- 2 incidência da causa especial de diminuição de pena do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006
- 3 utilização da natureza e quantidade da droga na primeira fase da dosimetria e vedação de bis in idem na utilização desses elementos para afastar o tráfico privilegiado
Ratio Decidendi
Houve flagrante ilegalidade na dosimetria do Tribunal de origem porque a quantidade e a natureza das drogas, elementos que são preponderantes e devem ser utilizados na primeira fase da dosimetria (art. 42 da Lei n. 11.343/2006), foram empregados também para afastar a aplicação da minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, configurando bis in idem e utilização genérica desses elementos como indicador de dedicação à atividade criminosa. Ante a possibilidade prevista no art. 647-A do CPP de concessão de habeas corpus de ofício em casos de flagrante ilegalidade, impôs-se o reconhecimento da minorante do § 4º do art. 33 e a redução da pena para 1 ano e 8 meses de reclusão, mantendo-se...
Court Disposition
Não conheço do presente habeas corpus. Contudo, concedo a ordem de ofício para reconhecer a minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006, na fração de 2/3, reduzindo a reprimenda do paciente para 1 ano e 8 meses de reclusão, mantidos os demais termos do acórdão impugnado.
Orders
- Reconhecer a minorante prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 na fração de 2/3
- Reduzir a pena do paciente para 1 ano e 8 meses de reclusão
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment