RHC 211703 - DECISAO
O Tribunal entendeu que não houve ilegalidade ou abuso de poder na decisão que determinou o recambiamento, porque a transferência está disciplinada no art. 289 do CPP e a prisão preventiva foi devidamente fundamentada nos termos do art. 312 do CPP, considerando circunstâncias processuais (impossibilidade de citação pessoal, demora na prisão, gravidade dos fatos) que justificam a manutenção da custódia no distrito da culpa, de modo que o pleito de permanência próxima ao meio familiar não constitui direito absoluto e não autoriza o conhecimento do habeas corpus.
- Parties
- Impetrante / Paciente: DELCIMAR DA SILVA OLIVEIRA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (HC n. 6128039-14.2024.8.09.0011); Interessado / Fiscal Da Ordem Pública (manifestou Pelo Desprovimento): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 31 March 2025
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Decisão (não Conheço Do Recurso Em Habeas Corpus)
- Outcome
- Não conheço do recurso em habeas corpus.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Recambiamento De Preso, Direito À Permanência Em Estabelecimento Prisional Próximo Ao Meio Familiar, Fundamentação Do Decreto Prisional
Case Brief
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Parties
DELCIMAR DA SILVA OLIVEIRA
Impetrante / Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (HC n. 6128039-14.2024.8.09.0011)
Órgão Recorrido
Ministério Público Federal
Interessado / Fiscal Da Ordem Pública (manifestou Pelo Desprovimento)
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Decisão (não Conheço Do Recurso Em Habeas Corpus)
Legal Issues
- 1 Manutenção do preso em estabelecimento prisional diverso do distrito da culpa versus recambiamento ao distrito da culpa
- 2 Aplicabilidade do art. 289 do CPP e prazo de remoção do preso
- 3 Natureza da prisão preventiva e sua diferenciação da execução penal
Ratio Decidendi
O Tribunal entendeu que não houve ilegalidade ou abuso de poder na decisão que determinou o recambiamento, porque a transferência está disciplinada no art. 289 do CPP e a prisão preventiva foi devidamente fundamentada nos termos do art. 312 do CPP, considerando circunstâncias processuais (impossibilidade de citação pessoal, demora na prisão, gravidade dos fatos) que justificam a manutenção da custódia no distrito da culpa, de modo que o pleito de permanência próxima ao meio familiar não constitui direito absoluto e não autoriza o conhecimento do habeas corpus.
Court Disposition
Não conheço do recurso em habeas corpus.
Orders
- Publique-se.
- Intime-se.
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