HC 969358 - DECISAO
Apesar do habeas corpus, em regra, não ser sucedâneo de recurso próprio, constatou-se ilegalidade flagrante na decisão do tribunal de origem ao afastar a minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006 com base em fato posterior e na revaloração indevida da quantidade de droga já considerada na pena-base (bis in idem). Como o paciente era tecnicamente primário no momento do fato e não se pode utilizar condenação posterior para excluir o benefício, concedeu-se a ordem de ofício para aplicar a minorante em 2/3, reduzindo a pena para 2 anos de reclusão e 200 dias-multa, mantendo-se o regime semiaberto e vedando-se a substituição por pena restritiva de direitos.
- Parties
- Paciente: THIAGO JEAN MARTINS DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 March 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para aplicação da minorante do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 e fixação da pena em 2 anos de reclusão e 200 dias-multa no regime semiaberto.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Dosimetria Da Pena, Tráfico De Drogas, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º Lei 11.343/2006), Confissão, Quantidade E Natureza Da Droga, Bis in Idem, Regime Inicial De Cumprimento De Pena
Case Brief
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Parties
THIAGO JEAN MARTINS DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 cabimento do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 2 ilegalidade na dosimetria por não reconhecimento de atenuante (confissão extrajudicial)
- 3 exasperação da pena em razão da quantidade e natureza da droga
Ratio Decidendi
Apesar do habeas corpus, em regra, não ser sucedâneo de recurso próprio, constatou-se ilegalidade flagrante na decisão do tribunal de origem ao afastar a minorante do art. 33, §4º, da Lei 11.343/2006 com base em fato posterior e na revaloração indevida da quantidade de droga já considerada na pena-base (bis in idem). Como o paciente era tecnicamente primário no momento do fato e não se pode utilizar condenação posterior para excluir o benefício, concedeu-se a ordem de ofício para aplicar a minorante em 2/3, reduzindo a pena para 2 anos de reclusão e 200 dias-multa, mantendo-se o regime semiaberto e vedando-se a substituição por pena restritiva de direitos.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para aplicação da minorante do art. 33, §4º, da Lei n. 11.343/2006 e fixação da pena em 2 anos de reclusão e 200 dias-multa no regime semiaberto.
Orders
- Fixar a pena em 2 anos de reclusão no regime semiaberto e 200 dias-multa
- Manter o regime semiaberto e vedar a substituição por pena restritiva de direitos
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