HC 976872 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu da impetração por ser inadequado o uso do habeas corpus como substituto de recurso próprio, mas, reconhecendo a possibilidade de concessão de ordem de ofício em caso de ilegalidade flagrante, reiterou que a alteração promovida pela Lei n. 14.843/2024 representa novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a crimes praticados antes de sua vigência; ademais, a exigência de exame criminológico deve ser fundamentada em elementos concretos da execução da pena, não bastando a invocação exclusiva da nova redação legal, e determinou o restabelecimento da decisão do juízo de execução para que prossiga a análise do requisito subjetivo...
- Parties
- Paciente: PEDRO MOOJEN BITTENCOURT; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL; Interveniente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do juízo da execução, permitindo que prossiga a análise do requisito subjetivo do pedido de progressão de regime sem a obrigatoriedade da realização do exame criminológico.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade, Novatio Legis in Pejus
Case Brief
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Parties
PEDRO MOOJEN BITTENCOURT
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Autoridade Coatora
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interveniente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Aplicabilidade da Lei n. 14.843/2024 a crimes cometidos antes de sua vigência
- 2 Obrigatoriedade do exame criminológico para progressão de regime
- 3 Uso do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça não conheceu da impetração por ser inadequado o uso do habeas corpus como substituto de recurso próprio, mas, reconhecendo a possibilidade de concessão de ordem de ofício em caso de ilegalidade flagrante, reiterou que a alteração promovida pela Lei n. 14.843/2024 representa novatio legis in pejus e não pode ser aplicada retroativamente a crimes praticados antes de sua vigência; ademais, a exigência de exame criminológico deve ser fundamentada em elementos concretos da execução da pena, não bastando a invocação exclusiva da nova redação legal, e determinou o restabelecimento da decisão do juízo de execução para que prossiga a análise do requisito subjetivo...
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; concedo a ordem de ofício para restabelecer a decisão do juízo da execução, permitindo que prossiga a análise do requisito subjetivo do pedido de progressão de regime sem a obrigatoriedade da realização do exame criminológico.
Orders
- Restabelecer a decisão do Juízo da Execução para que prossiga a análise do requisito subjetivo do pedido de progressão de regime sem a obrigatoriedade do exame criminológico
- Comunique-se
Full Case Text
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