HC 981394 - DECISAO
Concluiu-se que não havia elementos concretos aptos a demonstrar dedicação do paciente à atividade criminosa ou participação efetiva em organização criminosa, sendo a quantidade apreendida (13,02g) reduzida e o paciente primário e sem antecedentes; assim, a confissão de integrar facção, isoladamente, não justificava o afastamento da minorante do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas. Tendo sido verificada ilegalidade flagrante na decisão agravada, restabeleceu-se a aplicação da minorante no patamar máximo (2/3), reduzindo a pena para 2 anos e 1 mês de reclusão em regime aberto, com substituição por pena restritiva de direitos, conforme sentença de primeiro grau.
- Parties
- Paciente: VITOR DE MATOS LIMA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Agravo Regimental Decisão De Reconsideração E Concessão Do Habeas Corpus De Ofício
- Outcome
- Concedido habeas corpus de ofício para aplicar a minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 2/3, reduzindo a pena para 2 anos e 1 mês de reclusão, em regime aberto, com substituição por pena restritiva de direitos a ser fixada pelo Juízo da execução.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Tráfico De Drogas, Dosimetria, Tráfico Privilegiado (art. 33, § 4º, Lei 11.343/2006), Organização Criminosa, Presunção De Inocência
Case Brief
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Parties
VITOR DE MATOS LIMA
Paciente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Agravo Regimental Decisão De Reconsideração E Concessão Do Habeas Corpus De Ofício
Legal Issues
- 1 incidência do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 (tráfico privilegiado)
- 2 uso do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 3 dosimetria da pena
Ratio Decidendi
Concluiu-se que não havia elementos concretos aptos a demonstrar dedicação do paciente à atividade criminosa ou participação efetiva em organização criminosa, sendo a quantidade apreendida (13,02g) reduzida e o paciente primário e sem antecedentes; assim, a confissão de integrar facção, isoladamente, não justificava o afastamento da minorante do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas. Tendo sido verificada ilegalidade flagrante na decisão agravada, restabeleceu-se a aplicação da minorante no patamar máximo (2/3), reduzindo a pena para 2 anos e 1 mês de reclusão em regime aberto, com substituição por pena restritiva de direitos, conforme sentença de primeiro grau.
Court Disposition
Concedido habeas corpus de ofício para aplicar a minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 2/3, reduzindo a pena para 2 anos e 1 mês de reclusão, em regime aberto, com substituição por pena restritiva de direitos a ser fixada pelo Juízo da execução.
Orders
- Reconsiderar a decisão agravada e conceder habeas corpus de ofício
- Aplicar a minorante do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar de 2/3
Full Case Text
Judgment text and source record
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