HC 997940 - DECISAO
Havendo prova nos autos de que o juízo de primeiro grau examinou expressamente os requisitos da prisão preventiva durante a audiência de custódia e indeferiu pedido de liberdade provisória com medidas alternativas, não houve supressão de instância. Assim, a conclusão do Tribunal de origem de não conhecer do habeas corpus por supressão revelou-se indevida; configura-se constrangimento ilegal pela negativa de exame do mérito da prisão cautelar, justificando a concessão de ordem de ofício para que o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins aprecie, de forma expressa e fundamentada, os argumentos da defesa sobre a legalidade e necessidade da preventiva.
- Parties
- Paciente: WELTON GONÇALVES DA SILVA; Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins - Segunda Câmara Criminal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus; concedo a ordem de ofício para determinar que o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins aprecie o mérito do habeas corpus originariamente impetrado, examinando de forma expressa e fundamentada os argumentos da defesa.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Audiência De Custódia, Supressão De Instância, Medidas Cautelares
Case Brief
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Parties
WELTON GONÇALVES DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins - Segunda Câmara Criminal
Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (relator)
Legal Issues
- 1 supressão de instância e possibilidade de apreciação originária pelo Tribunal
- 2 requisitos do artigo 312 do Código de Processo Penal para prisão preventiva (periculum libertatis)
- 3 possibilidade de concessão de ordem de ofício e julgamento monocrático do habeas corpus
Ratio Decidendi
Havendo prova nos autos de que o juízo de primeiro grau examinou expressamente os requisitos da prisão preventiva durante a audiência de custódia e indeferiu pedido de liberdade provisória com medidas alternativas, não houve supressão de instância. Assim, a conclusão do Tribunal de origem de não conhecer do habeas corpus por supressão revelou-se indevida; configura-se constrangimento ilegal pela negativa de exame do mérito da prisão cautelar, justificando a concessão de ordem de ofício para que o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins aprecie, de forma expressa e fundamentada, os argumentos da defesa sobre a legalidade e necessidade da preventiva.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus; concedo a ordem de ofício para determinar que o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins aprecie o mérito do habeas corpus originariamente impetrado, examinando de forma expressa e fundamentada os argumentos da defesa.
Orders
- Determinar que o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins aprecie o mérito do habeas corpus originariamente impetrado, examinando de forma expressa e fundamentada os argumentos apresentados pela defesa quanto à legalidade e necessidade da prisão preventiva.
- Intime-se.
Full Case Text
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