HC 995612 - DECISAO
Concedeu-se a ordem para relaxar a prisão preventiva porque, embora constatado o descumprimento reiterado da medida cautelar de comparecimento, a segregação provisória não se mostrou proporcional ou indispensável diante das circunstâncias pessoais do paciente (réu primário, crime sem violência, ausência de indicativos concretos de risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal), razão pela qual a prisão preventiva exige fundamentação concreta do periculum libertatis nos termos do art. 312 do CPP e o mero descumprimento de cautelar não autoriza automaticamente a custódia, podendo ser adotadas medidas menos gravosas (art. 282, § 4º, CPP).
- Parties
- Paciente: CAUÃ DE OLIVEIRA RODRIGUES DE SOUZA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 April 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Mérito Na Terceira Seção (concessão Da Ordem Para Relaxar Prisão Preventiva)
- Outcome
- ordem concedida para relaxar a prisão preventiva
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Art. 35 Da Lei N. 11.343/06, Art. 312 Do CPP, Art. 282 Do CPP, Princípio Da Proporcionalidade, Ultima Ratio
Case Brief
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Parties
CAUÃ DE OLIVEIRA RODRIGUES DE SOUZA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Mérito Na Terceira Seção (concessão Da Ordem Para Relaxar Prisão Preventiva)
Legal Issues
- 1 possibilidade de decretação de prisão preventiva por descumprimento de medidas cautelares
- 2 necessidade de fundamentação concreta do periculum libertatis nos termos do art. 312 do CPP
- 3 aplicabilidade do art. 282, § 4º do CPP para substituição de medidas antes da prisão
Ratio Decidendi
Concedeu-se a ordem para relaxar a prisão preventiva porque, embora constatado o descumprimento reiterado da medida cautelar de comparecimento, a segregação provisória não se mostrou proporcional ou indispensável diante das circunstâncias pessoais do paciente (réu primário, crime sem violência, ausência de indicativos concretos de risco à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal), razão pela qual a prisão preventiva exige fundamentação concreta do periculum libertatis nos termos do art. 312 do CPP e o mero descumprimento de cautelar não autoriza automaticamente a custódia, podendo ser adotadas medidas menos gravosas (art. 282, § 4º, CPP).
Court Disposition
ordem concedida para relaxar a prisão preventiva
Orders
- Relaxar a prisão preventiva do paciente CAUÃ DE OLIVEIRA RODRIGUES DE SOUZA
- Ressalvar a possibilidade de o Juízo processante aplicar medidas cautelares diversas da prisão que considerar imprescindíveis
Full Case Text
Judgment text and source record
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