RHC 213578 - DECISAO
O STJ entendeu que não poderia, de início, examinar o pedido de substituição da prisão preventiva por domiciliar porque tal matéria não foi demonstrado como suscitada e apreciada na primeira instância, o que configuraria supressão de instância; determinou, contudo, em parcial provimento, que o Juízo de primeira instância (Ação Penal n. 5000117-16.2024.8.13.0554, Comarca de Rio Novo, MG) avalie, com livre convencimento motivado, se a paciente faz jus à prisão domiciliar, mantendo-se a possibilidade de manutenção da preventiva quando presentes os requisitos do art. 312 do CPP (considerando, entre outros elementos, a permanência em local incerto e a gravidade dos crimes).
- Parties
- Recorrente: ANGELA LAMARA DE JESUS TEODORO; Órgão De Origem: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais; Fiscal Da Lei: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 May 2025
- Procedural Posture
- Recurso Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Parcial provimento: determinou-se que o Juízo de primeira instância avalie se a paciente tem direito à prisão domiciliar.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar, Tráfico De Drogas, Associação Para O Tráfico, Supressão De Instância
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
ANGELA LAMARA DE JESUS TEODORO
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Órgão De Origem
Ministério Público Federal
Fiscal Da Lei
Procedural Posture
Recurso Em Habeas Corpus / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 cabimento de prisão domiciliar nos termos do art. 318, V, do CPP
- 2 possibilidade de conhecimento de matéria não suscitada na primeira instância (supressão de instância)
- 3 fundamentação da prisão preventiva com base no art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
O STJ entendeu que não poderia, de início, examinar o pedido de substituição da prisão preventiva por domiciliar porque tal matéria não foi demonstrado como suscitada e apreciada na primeira instância, o que configuraria supressão de instância; determinou, contudo, em parcial provimento, que o Juízo de primeira instância (Ação Penal n. 5000117-16.2024.8.13.0554, Comarca de Rio Novo, MG) avalie, com livre convencimento motivado, se a paciente faz jus à prisão domiciliar, mantendo-se a possibilidade de manutenção da preventiva quando presentes os requisitos do art. 312 do CPP (considerando, entre outros elementos, a permanência em local incerto e a gravidade dos crimes).
Court Disposition
Parcial provimento: determinou-se que o Juízo de primeira instância avalie se a paciente tem direito à prisão domiciliar.
Orders
- Determinar que o Juízo de primeira instância (Ação Penal n. 5000117-16.2024.8.13.0554, Comarca de Rio Novo, MG) avalie, conforme seu livre convencimento motivado, se a paciente tem direito à prisão domiciliar.
- Pedido liminar indeferido (conforme fls. 748/749).
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment