HC 1006696 - DECISAO
Embora, em princípio, o habeas corpus substitutivo de recurso seja inadmissível, esta Corte admite o exame da insurgência para verificar ilegalidade manifesta; no caso, as razões recursais demonstraram o ônus argumentativo necessário, de modo que a simples repetição de alegações não caracteriza, por si só, ofensa ao princípio da dialeticidade, tornando-se ilegítimo o não conhecimento proferido pelo Tribunal de origem; assim, o relator não conheceu do writ, mas concedeu de ofício a ordem para que o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná conheça e examine o mérito do recurso em sentido estrito.
- Parties
- Paciente: GILSON LIMA DE ABREU; Paciente: JOÃO DE ABREU; Órgão Prolator Do Acórdão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 30 May 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Monocrática (relator)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus; de ofício, concedo a ordem para que o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná examine o mérito do recurso em sentido estrito
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Princípio Da Dialeticidade, Recurso Em Sentido Estrito, Duplo Grau De Jurisdição, Concessão De Ordem De Ofício
Case Brief
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Parties
GILSON LIMA DE ABREU
Paciente
JOÃO DE ABREU
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Paraná
Órgão Prolator Do Acórdão Recorrido
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Monocrática (relator)
Legal Issues
- 1 ofensa ao princípio da dialeticidade e conhecimento do recurso em sentido estrito
- 2 inadmissibilidade do habeas corpus como substitutivo de recurso e possibilidade de exame de ofício em caso de ilegalidade flagrante
- 3 competência do relator para decidir liminarmente antes da ciência do Parquet em hipóteses de jurisprudência pacífica
Ratio Decidendi
Embora, em princípio, o habeas corpus substitutivo de recurso seja inadmissível, esta Corte admite o exame da insurgência para verificar ilegalidade manifesta; no caso, as razões recursais demonstraram o ônus argumentativo necessário, de modo que a simples repetição de alegações não caracteriza, por si só, ofensa ao princípio da dialeticidade, tornando-se ilegítimo o não conhecimento proferido pelo Tribunal de origem; assim, o relator não conheceu do writ, mas concedeu de ofício a ordem para que o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná conheça e examine o mérito do recurso em sentido estrito.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus; de ofício, concedo a ordem para que o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná examine o mérito do recurso em sentido estrito
Orders
- Determinar que o Tribunal de Justiça do Estado do Paraná examine o mérito do recurso em sentido estrito, julgando-o como entender de direito.
- Publicação do decisum.
Full Case Text
Judgment text and source record
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