HC 1010426 - DECISAO
Aplicando a tese firmada no REsp 1.918.287/MG, verificou-se que o paciente já cumpria pena privativa de liberdade (regime aberto) quando sobreveio nova condenação substituída por pena restritiva de direitos; nessa hipótese não estão presentes os requisitos legais para a conversão e unificação das penas, razão pela qual há flagrante ilegalidade na unificação automática e na regressão de regime. Superada a supressão de instância por flagrante ilegalidade, o Tribunal concedeu a ordem para cassar a unificação das penas, suspender a execução da pena restritiva de direitos até o cumprimento ou extinção da pena privativa de liberdade e restabelecer o regime originalmente fixado.
- Parties
- Paciente: RAUL FIRMINO CORREA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Juízo a Quo: Juiz das Execuções Criminais (Juízo a quo)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Relator (ordem Concedida De Ofício, Liminar E Mérito)
- Outcome
- Ordem concedida. Decisão que unificou penas e fixou regime semiaberto cassada; execução da pena restritiva de direitos suspensa até cumprimento ou extinção da pena privativa de liberdade; paciente retornará ao regime aberto em que se encontrava.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Unificação De Penas, Conversão De Pena Restritiva De Direitos, Regressão De Regime, Supressão De Instância, Jurisprudência Repetitiva
Case Brief
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Parties
RAUL FIRMINO CORREA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Juiz das Execuções Criminais (Juízo a quo)
Juízo a Quo
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Relator (ordem Concedida De Ofício, Liminar E Mérito)
Legal Issues
- 1 Possibilidade de utilização do habeas corpus como substituto de recurso específico
- 2 Unificação de penas entre pena privativa de liberdade e pena restritiva de direitos
- 3 Conversão de pena restritiva de direitos em privativa de liberdade
Ratio Decidendi
Aplicando a tese firmada no REsp 1.918.287/MG, verificou-se que o paciente já cumpria pena privativa de liberdade (regime aberto) quando sobreveio nova condenação substituída por pena restritiva de direitos; nessa hipótese não estão presentes os requisitos legais para a conversão e unificação das penas, razão pela qual há flagrante ilegalidade na unificação automática e na regressão de regime. Superada a supressão de instância por flagrante ilegalidade, o Tribunal concedeu a ordem para cassar a unificação das penas, suspender a execução da pena restritiva de direitos até o cumprimento ou extinção da pena privativa de liberdade e restabelecer o regime originalmente fixado.
Court Disposition
Ordem concedida. Decisão que unificou penas e fixou regime semiaberto cassada; execução da pena restritiva de direitos suspensa até cumprimento ou extinção da pena privativa de liberdade; paciente retornará ao regime aberto em que se encontrava.
Orders
- Cassar a decisão que determinou a unificação das penas e fixação do regime semiaberto
- Suspender a execução da pena restritiva de direitos até o cumprimento ou extinção da pena privativa de liberdade
Full Case Text
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