HC 954767 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus por tratar-se de medida inadequada como substitutivo de recurso próprio; contudo, de ofício, concedo a ordem para afastar a majoração operada na primeira fase da pena a título de maus antecedentes, porque a condenação utilizada para valoração negativa refere-se a fatos de 2007 com extinção presumida da pena em 21/12/2009 (transcorridos mais de 10 anos), impondo-se a aplicação da teoria do direito ao esquecimento e dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, mantendo-se inalterado o montante da pena em razão da Súmula 231/STJ e os demais termos do édito condenatório.
- Parties
- Paciente: DIEGO ALVES DOS SANTOS MENDES; Órgão Recorrido: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Interveniente: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 June 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conhecimento Do Habeas Corpus E Concessão De Ofício Para Afastar Majoração Por Maus Antecedentes)
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Tráfico De Drogas, Busca Pessoal, Dosimetria Da Pena, Maus Antecedentes, Tráfico Privilegiado (art. 33, §4º, Lei 11.343/06), Regime Inicial Fechado, Teoria Do Direito Ao Esquecimento, Súmula 231/stj
Case Brief
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Parties
DIEGO ALVES DOS SANTOS MENDES
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Órgão Recorrido
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Interveniente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática (não Conhecimento Do Habeas Corpus E Concessão De Ofício Para Afastar Majoração Por Maus Antecedentes)
Legal Issues
- 1 ilícitude da busca pessoal
- 2 valoração de maus antecedentes na primeira fase da dosimetria
- 3 aplicação do redutor do art. 33, §4º, da Lei 11.343/06 (tráfico privilegiado)
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus por tratar-se de medida inadequada como substitutivo de recurso próprio; contudo, de ofício, concedo a ordem para afastar a majoração operada na primeira fase da pena a título de maus antecedentes, porque a condenação utilizada para valoração negativa refere-se a fatos de 2007 com extinção presumida da pena em 21/12/2009 (transcorridos mais de 10 anos), impondo-se a aplicação da teoria do direito ao esquecimento e dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, mantendo-se inalterado o montante da pena em razão da Súmula 231/STJ e os demais termos do édito condenatório.
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