HC 1020124 - DECISAO
Não se conheceu da impetração por se tratar de habeas corpus utilizado como sucedâneo de recurso próprio; contudo, exercendo a faculdade prevista no art. 647-A do CPP, o STJ concedeu a ordem de ofício porque o Tribunal de origem condicionou a progressão de regime à realização do exame criminológico com base exclusiva na nova Lei nº 14.843/2024, sem indicar elementos concretos ocorridos durante a execução da pena, caracterizando constrangimento ilegal, devendo o juízo da execução reapreciar o pedido com base em elementos concretos do período de execução, observando que a nova norma não retroage para prejudicar condenações anteriores.
- Parties
- Paciente: ALEXSANDRO WERLANG PEREIRA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Da Impetração E Concessão De Ordem De Ofício)
- Outcome
- Não conheço da impetração; concedo a ordem de ofício para determinar que o Juízo da execução aprecie o pedido de progressão de regime com base em elementos concretos ocorridos durante a execução da pena.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Progressão De Regime, Exame Criminológico, Tempus Regit Actum, Novatio Legis in Pejus, Concessão De Ofício
Case Brief
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Parties
ALEXSANDRO WERLANG PEREIRA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (não Conhecimento Da Impetração E Concessão De Ordem De Ofício)
Legal Issues
- 1 admissibilidade do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 2 aplicabilidade da Lei nº 14.843/2024 a fatos anteriores à sua vigência
- 3 necessidade e fundamentação para determinação do exame criminológico
Ratio Decidendi
Não se conheceu da impetração por se tratar de habeas corpus utilizado como sucedâneo de recurso próprio; contudo, exercendo a faculdade prevista no art. 647-A do CPP, o STJ concedeu a ordem de ofício porque o Tribunal de origem condicionou a progressão de regime à realização do exame criminológico com base exclusiva na nova Lei nº 14.843/2024, sem indicar elementos concretos ocorridos durante a execução da pena, caracterizando constrangimento ilegal, devendo o juízo da execução reapreciar o pedido com base em elementos concretos do período de execução, observando que a nova norma não retroage para prejudicar condenações anteriores.
Court Disposition
Não conheço da impetração; concedo a ordem de ofício para determinar que o Juízo da execução aprecie o pedido de progressão de regime com base em elementos concretos ocorridos durante a execução da pena.
Orders
- Determinar que o Juízo da execução aprecie o pedido de progressão de regime do paciente com base em elementos concretos ocorridos durante a execução da pena.
- Comunique-se.
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Judgment text and source record
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