HC 1001614 - DECISAO
O habeas corpus não foi conhecido porque as alegadas ilegalidades não demonstraram constrangimento ilegal suficiente: a menção aos antecedentes não configurou argumento de autoridade por força do rol taxativo do art. 478 do CPP e do acesso dos jurados aos autos; o uso de algemas foi excepcional e fundamentado, não havendo prova de prejuízo; a aplicação do princípio da consunção não pode ser decidida no âmbito do STJ em habeas corpus sem reexame do acervo fático-probatório e cabe ao Tribunal do Júri apreciar tal questão; e a dosimetria da pena foi devidamente fundamentada nos termos do art. 59 do CP, não havendo flagrante ilegalidade que autorizasse intervenção nesta via.
- Parties
- Paciente: HELYAN SOUZA SANTOS FAUSTINO; Órgão Prolator Do Acórdão: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Apelante: Ministério Público estadual
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento (habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio Não Conhecido)
- Outcome
- não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Antecedentes Criminais, Uso De Algemas, Súmula Vinculante N. 11, Princípio Da Consunção, Dosimetria Da Pena, Circunstâncias Judiciais, Porte Ilegal De Arma De Fogo, Tentativa De Homicídio
Case Brief
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Parties
HELYAN SOUZA SANTOS FAUSTINO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Órgão Prolator Do Acórdão
Ministério Público estadual
Apelante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento (habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio Não Conhecido)
Legal Issues
- 1 Se a menção aos antecedentes criminais pelo órgão acusador configura argumento de autoridade vedado pelo art. 478 do CPP
- 2 Se o uso de algemas em plenário, à luz da Súmula Vinculante n. 11 e do art. 474, §3º do CPP, acarreta nulidade
- 3 Se o crime de porte ilegal de arma de fogo deve ser absorvido pelo crime de tentativa de homicídio (princípio da consunção)
Ratio Decidendi
O habeas corpus não foi conhecido porque as alegadas ilegalidades não demonstraram constrangimento ilegal suficiente: a menção aos antecedentes não configurou argumento de autoridade por força do rol taxativo do art. 478 do CPP e do acesso dos jurados aos autos; o uso de algemas foi excepcional e fundamentado, não havendo prova de prejuízo; a aplicação do princípio da consunção não pode ser decidida no âmbito do STJ em habeas corpus sem reexame do acervo fático-probatório e cabe ao Tribunal do Júri apreciar tal questão; e a dosimetria da pena foi devidamente fundamentada nos termos do art. 59 do CP, não havendo flagrante ilegalidade que autorizasse intervenção nesta via.
Court Disposition
não conheço do habeas corpus
Orders
- Medida liminar indeferida
- Publique-se
Full Case Text
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