HC 1031252 - DECISAO
Não se conheceu do habeas corpus por ser inviável como sucedâneo de recurso próprio; contudo, verificada ilegalidade flagrante no decreto prisional (ausência de fundamentação concreta quanto aos riscos à instrução e à aplicação da lei penal e insuficiência de dados para justificar o perigo de reiteração), o tribunal, com fundamento no art. 647-A do CPP, concedeu de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva, considerando que a afirmação sobre a necessidade da custódia não se ampara em dados concretos e que a quantidade de droga, à luz da jurisprudência do STJ, não demonstra, por si só, especial reprovabilidade que justifique a prisão em prevenção.
- Parties
- Paciente: LUIS FELIPE DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Não Conhecido; Concessão De Ordem De Ofício (art. 647 a Do Cpp)
- Outcome
- Não conhecido o habeas corpus; concedida de ofício a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão, Busca Pessoal, Fundamentação Das Decisões Judiciais
Case Brief
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Parties
LUIS FELIPE DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Não Conhecido; Concessão De Ordem De Ofício (art. 647 a Do Cpp)
Legal Issues
- 1 viabilidade do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
- 2 ilegalidade da busca pessoal que resultou na apreensão
- 3 fundamentação insuficiente da prisão preventiva quanto aos riscos à instrução e aplicação da lei penal
Ratio Decidendi
Não se conheceu do habeas corpus por ser inviável como sucedâneo de recurso próprio; contudo, verificada ilegalidade flagrante no decreto prisional (ausência de fundamentação concreta quanto aos riscos à instrução e à aplicação da lei penal e insuficiência de dados para justificar o perigo de reiteração), o tribunal, com fundamento no art. 647-A do CPP, concedeu de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva, considerando que a afirmação sobre a necessidade da custódia não se ampara em dados concretos e que a quantidade de droga, à luz da jurisprudência do STJ, não demonstra, por si só, especial reprovabilidade que justifique a prisão em prevenção.
Court Disposition
Não conhecido o habeas corpus; concedida de ofício a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente
Orders
- Não conhecer da impetração
- Conceder, de ofício, ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso, mediante prévia assunção do compromisso de cumprir medidas cautelares diversas da prisão
Full Case Text
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