HC 1037133 - DECISAO
Embora o habeas corpus, em regra, não deva substituir recurso próprio quando o prazo recursal ainda estava em curso, havia flagrante ilegalidade quanto ao não reconhecimento da atenuante da confissão pelo Tribunal a quo; por isso, o STJ reconheceu de ofício a atenuante da confissão parcial, compensou-a com a agravante da reincidência mantendo a pena intermediária da receptação em 1 ano e 6 meses, somou a pena pelo crime de adulteração de sinal identificador (4 anos e 1 mês) por concurso material, fixando a pena total em 5 anos e 7 meses de reclusão, e manteve o regime inicial fechado em razão dos maus antecedentes e da condição de reincidente.
- Parties
- Paciente: CLAUDIO NUNES CAVALCANTE; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (decisão Monocrática Com Reconhecimento De Ofício Da Ordem)
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Dosimetria Da Pena, Atenuante Da Confissão, Reincidência, Concurso Material, Concurso Formal, Regime Inicial De Cumprimento Da Pena, Súmula 545/stj, Art. 65, III, "d", CP, Art. 647 a CPP
Case Brief
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Parties
CLAUDIO NUNES CAVALCANTE
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (decisão Monocrática Com Reconhecimento De Ofício Da Ordem)
Legal Issues
- 1 uso do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio com prazo recursal ainda em curso
- 2 ilegalidade na dosimetria por majoração da pena-base
- 3 reconhecimento da atenuante da confissão parcial
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus, em regra, não deva substituir recurso próprio quando o prazo recursal ainda estava em curso, havia flagrante ilegalidade quanto ao não reconhecimento da atenuante da confissão pelo Tribunal a quo; por isso, o STJ reconheceu de ofício a atenuante da confissão parcial, compensou-a com a agravante da reincidência mantendo a pena intermediária da receptação em 1 ano e 6 meses, somou a pena pelo crime de adulteração de sinal identificador (4 anos e 1 mês) por concurso material, fixando a pena total em 5 anos e 7 meses de reclusão, e manteve o regime inicial fechado em razão dos maus antecedentes e da condição de reincidente.
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