HC 1018606 - ACORDAO
A maioria entendeu por não conhecer do habeas corpus, por se tratar de via inadequada para suceder recurso próprio, e por não haver ilegalidade flagrante apta a autorizar a concessão da ordem de ofício nos termos do art. 647-A do CPP. Além disso, verificou-se que a prisão preventiva foi fundamentada nos termos do art. 312 do CPP, tendo em vista a gravidade concreta do homicídio, o modus operandi (participação em 'tribunal do crime'), a periculosidade do paciente, o risco concreto de reiteração delitiva e a condição de foragido, circunstâncias que tornam insuficientes as medidas cautelares alternativas para resguardar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
- Parties
- Paciente: DIDIMO GUILHERME DA SILVA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO; Juízo Singular (decretou a Prisão Preventiva): Juízo de Direito da 3ª Vara Judicial da Comarca de Embu das Artes/SP
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Julgamento Colegiado Impetração Não Conhecida
- Outcome
- habeas corpus não conhecido
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Alternativas, Associação Criminosa, Homicídio Qualificado, Ocultação De Cadáver, Contemporaneidade Da Prisão Preventiva, Periculosidade, Evasão/fuga
Case Brief
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Parties
DIDIMO GUILHERME DA SILVA
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Juízo de Direito da 3ª Vara Judicial da Comarca de Embu das Artes/SP
Juízo Singular (decretou a Prisão Preventiva)
Procedural Posture
Habeas Corpus / Julgamento Colegiado Impetração Não Conhecida
Legal Issues
- 1 substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas
- 2 contemporaneidade da prisão preventiva
- 3 fundamentação da prisão preventiva nos termos do art. 312 do CPP
Ratio Decidendi
A maioria entendeu por não conhecer do habeas corpus, por se tratar de via inadequada para suceder recurso próprio, e por não haver ilegalidade flagrante apta a autorizar a concessão da ordem de ofício nos termos do art. 647-A do CPP. Além disso, verificou-se que a prisão preventiva foi fundamentada nos termos do art. 312 do CPP, tendo em vista a gravidade concreta do homicídio, o modus operandi (participação em 'tribunal do crime'), a periculosidade do paciente, o risco concreto de reiteração delitiva e a condição de foragido, circunstâncias que tornam insuficientes as medidas cautelares alternativas para resguardar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
Court Disposition
habeas corpus não conhecido
Orders
- ordem não conhecida
- manutenção do ato impugnado (decreto de prisão preventiva)
Full Case Text
Judgment text and source record
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