HC 1021923 - DECISAO
Embora o habeas corpus não fosse conhecível como sucedâneo de recurso, o Tribunal, de ofício, concluiu que a manutenção da prisão preventiva não se justificava perante a análise sumária dos autos: não houve violência ou grave ameaça, o paciente é primário, e a quantidade de entorpecente apreendida não se mostrou suficiente, no contexto, para caracterizar periculum libertatis que justificasse a custódia preventiva; medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP mostraram-se adequadas e suficientes, razão pela qual a prisão preventiva foi revogada mediante aplicação de medidas alternativas.
- Parties
- Paciente: GABRIEL MATEUS MARQUES MARIANO; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 October 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Mérito (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
- Outcome
- Não conhecido o habeas corpus; contudo, de ofício, concedida a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso, mediante assunção e cumprimento de medidas cautelares.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares, Busca E Apreensão, Teoria Dos Campos Abertos
Case Brief
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Parties
GABRIEL MATEUS MARQUES MARIANO
Paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (não Conhecido; Ordem Concedida De Ofício)
Legal Issues
- 1 legalidade da prisão preventiva
- 2 requisitos do art. 312 do CPP (periculum libertatis, conveniência da instrução, garantia da ordem pública)
- 3 adequação de medidas cautelares diversas da prisão (art. 319 do CPP)
Ratio Decidendi
Embora o habeas corpus não fosse conhecível como sucedâneo de recurso, o Tribunal, de ofício, concluiu que a manutenção da prisão preventiva não se justificava perante a análise sumária dos autos: não houve violência ou grave ameaça, o paciente é primário, e a quantidade de entorpecente apreendida não se mostrou suficiente, no contexto, para caracterizar periculum libertatis que justificasse a custódia preventiva; medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP mostraram-se adequadas e suficientes, razão pela qual a prisão preventiva foi revogada mediante aplicação de medidas alternativas.
Court Disposition
Não conhecido o habeas corpus; contudo, de ofício, concedida a ordem para revogar a prisão preventiva do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso, mediante assunção e cumprimento de medidas cautelares.
Orders
- Revogar a prisão preventiva decretada em desfavor do paciente, salvo se por outro motivo estiver preso.
- Substituir a prisão preventiva por medidas cautelares penais diversas da prisão, a saber: (a) apresentação a cada dois meses; (b) proibição de mudança de domicílio sem prévia autorização judicial; (c) manutenção de endereço e telefone atualizados; (d) proibição de ter contato pessoal com pessoas envolvidas com o...
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