HC 1052179 - DECISAO
Não conheceu-se do writ por ser sucedâneo recursal, mas, de ofício, concedeu-se a ordem ante flagrante ilegalidade: a Lei nº 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico constitui novatio legis in pejus e não se aplica retroativamente a crimes cometidos antes de sua vigência; além disso, a exigência do exame somente é válida quando fundamentada por elementos concretos e atuais da execução penal, não podendo basear-se apenas na gravidade abstrata do delito ou na longa pena a cumprir; determinou-se o retorno ao juízo de primeiro grau para analisar o pedido de progressão com base nos elementos concretos da execução penal do paciente.
- Parties
- Paciente: DIEGO RODRIGUES FERNANDES; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 November 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem de ofício para cassar as decisões das instâncias de origem e determinar ao Juízo de primeiro grau que examine o pedido de progressão de regime com base nos elementos concretos da execução penal do paciente.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Progressão De Regime, Exame Criminológico, Irretroatividade Da Lei Penal Mais Gravosa, Fundamentação Das Decisões Judiciais
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
DIEGO RODRIGUES FERNANDES
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Próprio / Decisão No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Possibilidade de conhecimento de habeas corpus como sucedâneo recursal
- 2 Aplicação retroativa da Lei nº 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico
- 3 Requisitos e fundamentação idônea para determinação de exame criminológico na progressão de regime
Ratio Decidendi
Não conheceu-se do writ por ser sucedâneo recursal, mas, de ofício, concedeu-se a ordem ante flagrante ilegalidade: a Lei nº 14.843/2024 que tornou obrigatório o exame criminológico constitui novatio legis in pejus e não se aplica retroativamente a crimes cometidos antes de sua vigência; além disso, a exigência do exame somente é válida quando fundamentada por elementos concretos e atuais da execução penal, não podendo basear-se apenas na gravidade abstrata do delito ou na longa pena a cumprir; determinou-se o retorno ao juízo de primeiro grau para analisar o pedido de progressão com base nos elementos concretos da execução penal do paciente.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus; contudo, concedo a ordem de ofício para cassar as decisões das instâncias de origem e determinar ao Juízo de primeiro grau que examine o pedido de progressão de regime com base nos elementos concretos da execução penal do paciente.
Orders
- Não conhecer do habeas corpus
- Cassar as decisões das instâncias de origem que determinaram a realização do exame criminológico
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment