HC 1041739 - DECISAO

HC 1041739 - DECISAO

Não conheceu-se da impetração por não ser cabível habeas corpus como sucedâneo de recurso, mas, de ofício, o tribunal concedeu a ordem porque verificou ilegalidade flagrante na decretação da prisão preventiva: a decisão não demonstrou riscos cautelares concretos e suficientes (ordem pública, instrução criminal ou aplicação da lei), desconsiderou indícios de intoxicação que poderiam afetar a imputabilidade e utilizou a condição de rua como fundamento inadequado para custódia; assim, a prisão preventiva foi revogada, condicionada à assunção de medidas cautelares diversas da prisão, nos termos expostos.

Parties
Paciente/impetrante: DEIVISON GOMES DE LANA; Autoridade Coatora: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Acusador/denunciante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
20 October 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Impetração Não Conhecida; Ordem Concedida De Ofício Para Revogação Da Prisão Preventiva
Outcome
Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente
Legal Topics
Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Medidas Cautelares Diversas Da Prisão (art.319 Cpp), Inimputabilidade/semimputabilidade Por Intoxicação (art.26 Cp), Pessoas Em Situação De Rua, Fundamentação Da Decisão Judicial

Case Brief

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Parties

DEIVISON GOMES DE LANA

Paciente/impetrante

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Autoridade Coatora

MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Acusador/denunciante

Procedural Posture

Habeas Corpus / Impetração Não Conhecida; Ordem Concedida De Ofício Para Revogação Da Prisão Preventiva

  1. 1 cabimento do habeas corpus como sucedâneo de recurso próprio
  2. 2 existência de fundamentação idônea para prisão preventiva
  3. 3 valoração do estado de intoxicação quanto à imputabilidade

Ratio Decidendi

Não conheceu-se da impetração por não ser cabível habeas corpus como sucedâneo de recurso, mas, de ofício, o tribunal concedeu a ordem porque verificou ilegalidade flagrante na decretação da prisão preventiva: a decisão não demonstrou riscos cautelares concretos e suficientes (ordem pública, instrução criminal ou aplicação da lei), desconsiderou indícios de intoxicação que poderiam afetar a imputabilidade e utilizou a condição de rua como fundamento inadequado para custódia; assim, a prisão preventiva foi revogada, condicionada à assunção de medidas cautelares diversas da prisão, nos termos expostos.

Court Disposition

Habeas corpus não conhecido; ordem concedida de ofício para revogar a prisão preventiva do paciente

Orders

  • Não conhecer da impetração
  • Conceder de ofício a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva de DEIVISON GOMES DE LANA, salvo se por outro motivo deva permanecer preso