HC 1047936 - DECISAO

HC 1047936 - DECISAO

Houve demora excessiva e injustificada no julgamento do recurso em sentido estrito pelo Tribunal de origem, o que prolongou de forma irrazoável a prisão preventiva do paciente, configurando constrangimento ilegal e ofensa ao princípio da razoabilidade e da duração razoável do processo; por isso, ainda que não conhecido o habeas corpus em ponto específico, a Corte concedeu de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva e substituí‑la por monitoramento eletrônico, cabendo ao juízo de primeiro grau definir as restrições espaço‑temporais.

Parties
Paciente: MIGUEL ACIOL VELEDA DA SILVA; Órgão Julgador Impugnado: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL; Interveniente/parecer: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL; Corréu: PIERRE JONATAS DAITX; Corréu: RODRIGO WILLIAM VIDAL DE SOUZA
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
01 December 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão (não Conheço E Concessão Da Ordem De Ofício Para Revogar Prisão Preventiva)
Outcome
Não conheço do habeas corpus quanto à nulidade da pronúncia; concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva e substituí‑la por monitoramento eletrônico.
Legal Topics
Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Excesso De Prazo, Pronúncia, Medidas Cautelares Alternativas, Monitoramento Eletrônico, Mitigação De Súmula

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Parties

MIGUEL ACIOL VELEDA DA SILVA

Paciente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Órgão Julgador Impugnado

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL

Interveniente/parecer

PIERRE JONATAS DAITX

Corréu

RODRIGO WILLIAM VIDAL DE SOUZA

Corréu

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão (não Conheço E Concessão Da Ordem De Ofício Para Revogar Prisão Preventiva)

  1. 1 nulidade da pronúncia por fundamentação em elementos inquisitoriais
  2. 2 excesso de prazo da prisão preventiva em razão de demora do Tribunal de Justiça no julgamento do recurso em sentido estrito
  3. 3 manutenção automática e reiterada da custódia sem revisão adequada a cada 90 dias (art. 316, parágrafo único, CP)

Ratio Decidendi

Houve demora excessiva e injustificada no julgamento do recurso em sentido estrito pelo Tribunal de origem, o que prolongou de forma irrazoável a prisão preventiva do paciente, configurando constrangimento ilegal e ofensa ao princípio da razoabilidade e da duração razoável do processo; por isso, ainda que não conhecido o habeas corpus em ponto específico, a Corte concedeu de ofício a ordem para revogar a prisão preventiva e substituí‑la por monitoramento eletrônico, cabendo ao juízo de primeiro grau definir as restrições espaço‑temporais.

Court Disposition

Não conheço do habeas corpus quanto à nulidade da pronúncia; concedo a ordem de ofício para revogar a prisão preventiva e substituí‑la por monitoramento eletrônico.

Orders

  • Revogar a prisão preventiva imposta a MIGUEL ACIOL VELEDA DA SILVA
  • Substituir a prisão preventiva por monitoramento eletrônico, ficando a restrição espaço‑temporal a ser definida pelo juízo de primeiro grau (Ação Penal n. 5004575-18.2022.8.21.0039)