HC 1041382 - DECISAO

HC 1041382 - DECISAO

Constatada reformatio in pejus: a desclassificação do crime do art. 244-B do ECA para a majorante do art. 40, VI, da Lei de Drogas, sem pedido específico do Ministério Público e no contexto de recurso exclusivo da defesa, agravou a pena definitiva da paciente. Diante da flagrante ilegalidade, não conheceu-se do habeas corpus como substitutivo do recurso, mas, de ofício, concedeu-se a ordem para retirar a causa de aumento do cálculo e refazer a dosimetria, culminando no redimensionamento da pena para 14 anos e 8 meses de reclusão e 1.700 dias-multa, mantendo-se os demais termos do acórdão.

Parties
Paciente: CHARLENE REZENDE DA ROSA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Apelação Criminal n. 5006913-19.2022.8.21.0021); Interessado (opinion): Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
01 December 2025
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão Parcial De Ordem Para Redimensionamento Da Pena)
Outcome
Não conhecido o pedido de habeas corpus como substitutivo de recurso; concedida a ordem de ofício para redimensionar a pena da paciente.
Legal Topics
Habeas Corpus, Reformatio in Pejus, Dosimetria Da Pena, Desclassificação, Causa De Aumento De Pena, Recurso Exclusivo Da Defesa

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Parties

CHARLENE REZENDE DA ROSA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Apelação Criminal n. 5006913-19.2022.8.21.0021)

Autoridade Coatora

Ministério Público Federal

Interessado (opinion)

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão De Mérito (concessão Parcial De Ordem Para Redimensionamento Da Pena)

  1. 1 Se houve reformatio in pejus decorrente da desclassificação do art. 244-B do ECA para a majorante do art. 40, VI, da Lei n. 11.343/2006
  2. 2 Se o Tribunal de origem poderia agravar a pena da paciente em apelação interposta exclusivamente pela defesa
  3. 3 Se o habeas corpus é meio adequado quando há flagrante ilegalidade no ato judicial impugnado

Ratio Decidendi

Constatada reformatio in pejus: a desclassificação do crime do art. 244-B do ECA para a majorante do art. 40, VI, da Lei de Drogas, sem pedido específico do Ministério Público e no contexto de recurso exclusivo da defesa, agravou a pena definitiva da paciente. Diante da flagrante ilegalidade, não conheceu-se do habeas corpus como substitutivo do recurso, mas, de ofício, concedeu-se a ordem para retirar a causa de aumento do cálculo e refazer a dosimetria, culminando no redimensionamento da pena para 14 anos e 8 meses de reclusão e 1.700 dias-multa, mantendo-se os demais termos do acórdão.

Court Disposition

Não conhecido o pedido de habeas corpus como substitutivo de recurso; concedida a ordem de ofício para redimensionar a pena da paciente.

Orders

  • Não conhecer do pedido de habeas corpus como substitutivo de recurso ordinário
  • Conceder a ordem, de ofício, para redimensionar a pena da paciente para 14 anos e 8 meses de reclusão e 1.700 (mil e setecentos) dias-multa, no valor unitário mínimo, mantidos os demais termos do acórdão