HC 588497 - DECISAO

HC 588497 - DECISAO

Ao juízo perfunctório restou verificado que, embora a decisão de primeira instância tivesse fundamentado a custódia preventiva na reiteração delituosa e na reincidência, a apreensão não envolveu elevada quantidade de droga (aproximadamente 24g de cocaína) e o crime foi praticado sem violência ou grave ameaça; diante disso e do contexto da pandemia de COVID-19, o Superior Tribunal de Justiça, em consonância com parecer parcial do Ministério Público Federal e entendimentos precedentes, entendeu ser suficiente a substituição da prisão por prisão domiciliar para que o paciente aguarde o trânsito em julgado, razão pela qual foi ratificada a liminar e concedida a ordem.

Parties
Paciente: LUCAS PEREIRA LEANDRO; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás; Órgão Ministerial: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
02 February 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (ratificação De Liminar E Concessão Da Ordem Para Prisão Domiciliar)
Outcome
Ordem concedida: ratificada a liminar e determinado que o paciente aguarde em prisão domiciliar o trânsito em julgado da ação penal
Legal Topics
Habeas Corpus, Tráfico De Drogas, Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar, Medidas Cautelares, Pandemia COVID 19, Doença Grave (tuberculose)

Case Brief

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Parties

LUCAS PEREIRA LEANDRO

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado de Goiás

Autoridade Coatora

Ministério Público Federal

Órgão Ministerial

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (ratificação De Liminar E Concessão Da Ordem Para Prisão Domiciliar)

  1. 1 substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar em razão de doença grave e risco de contágio por COVID-19
  2. 2 fundamentação concreta do decreto de prisão preventiva
  3. 3 valoração da quantidade de droga na fixação da gravidade concreta e necessidade de custódia

Ratio Decidendi

Ao juízo perfunctório restou verificado que, embora a decisão de primeira instância tivesse fundamentado a custódia preventiva na reiteração delituosa e na reincidência, a apreensão não envolveu elevada quantidade de droga (aproximadamente 24g de cocaína) e o crime foi praticado sem violência ou grave ameaça; diante disso e do contexto da pandemia de COVID-19, o Superior Tribunal de Justiça, em consonância com parecer parcial do Ministério Público Federal e entendimentos precedentes, entendeu ser suficiente a substituição da prisão por prisão domiciliar para que o paciente aguarde o trânsito em julgado, razão pela qual foi ratificada a liminar e concedida a ordem.

Court Disposition

Ordem concedida: ratificada a liminar e determinado que o paciente aguarde em prisão domiciliar o trânsito em julgado da ação penal

Orders

  • Ratifico a liminar deferida.
  • Concedo a ordem para assegurar que o paciente possa aguardar em prisão domiciliar o trânsito em julgado da ação penal, salvo se por outro motivo estiver preso ou cumprindo pena.