HC 591188 - DECISAO
Reconsiderou-se a decisão anterior e, com fundamento no art. 654, § 2º do CPP e nas alterações introduzidas pela Lei 13.964/2019 aos arts. 282, § 4º, e 311 do CPP, concluiu-se que a conversão da prisão em flagrante em preventiva em 21/5/2020 foi ilegítima por ter sido decretada sem prévia representação do Ministério Público ou da autoridade policial; assim, anulou‑se a conversão e assegurou‑se ao requerente o direito de aguardar o julgamento em liberdade, ressalvadas hipóteses de nova decretação com requerimento ou cumprimento de pena/mandado de prisão existente.
- Parties
- Agravante/impetrante: ELI DA CONCEIÇÃO DOS REIS; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás; Interveniente: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 10 February 2021
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Reconsideração E Decisão Monocrática Do Relator
- Outcome
- não conheço do presente habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para anular a conversão do flagrante em prisão preventiva
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Lei Anticrime (lei 13.964/2019), Medidas Cautelares, Audiência De Custódia
Case Brief
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Parties
ELI DA CONCEIÇÃO DOS REIS
Agravante/impetrante
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Interveniente
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Habeas Corpus / Reconsideração E Decisão Monocrática Do Relator
Legal Issues
- 1 possibilidade de conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva de ofício após a vigência da Lei 13.964/2019
- 2 necessidade de prévia representação do Ministério Público, requerimento do querelante/assistente ou representação da autoridade policial para decreto de preventiva
- 3 competência do STJ para correção de ofício de constrangimento ilegal nos termos do art. 654, § 2º do CPP
Ratio Decidendi
Reconsiderou-se a decisão anterior e, com fundamento no art. 654, § 2º do CPP e nas alterações introduzidas pela Lei 13.964/2019 aos arts. 282, § 4º, e 311 do CPP, concluiu-se que a conversão da prisão em flagrante em preventiva em 21/5/2020 foi ilegítima por ter sido decretada sem prévia representação do Ministério Público ou da autoridade policial; assim, anulou‑se a conversão e assegurou‑se ao requerente o direito de aguardar o julgamento em liberdade, ressalvadas hipóteses de nova decretação com requerimento ou cumprimento de pena/mandado de prisão existente.
Court Disposition
não conheço do presente habeas corpus, mas concedo a ordem de ofício para anular a conversão do flagrante em prisão preventiva
Orders
- Anular a conversão do flagrante em prisão preventiva;
- Assegurar ao requerente o direito de aguardar o julgamento em liberdade;
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