RHC 138602 - DECISAO
Conheceu-se parcialmente do recurso e negou-se provimento na extensão conhecida, por entender que a norma do art. 316, parágrafo único, do CPP impõe reavaliação periódica da prisão preventiva, mas tal prazo não tem caráter peremptório e eventual atraso não acarreta, automaticamente, reconhecimento da ilegalidade da prisão; não houve demonstração de demora irrazoável nem prova de que o paciente integra grupo de risco, e a Corte de origem não examinou a fundo a ausência dos requisitos autorizadores da custódia preventiva, motivo pelo qual se recomenda que o juízo de origem reaprecie a manutenção da prisão conforme o art. 316 do CPP.
- Parties
- Recorrente: SAMUELSON KENNEDY DE LIMA SILVA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco; Interessado (manifestação): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 February 2021
- Procedural Posture
- Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Pelo Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Desprovimento)
- Outcome
- Recurso ordinário parcialmente conhecido e, nessa extensão, negado provimento, com recomendação de reapreciação da necessidade da prisão pelo juízo de origem em conformidade com o art. 316, parágrafo único, do CPP.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Art. 316 Do CPP, Excesso De Prazo, Reavaliação Periódica Da Prisão, Covid 19, Recomendação N. 62/2020 CNJ
Case Brief
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Parties
SAMUELSON KENNEDY DE LIMA SILVA
Recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco
Autoridade Coatora
Ministério Público Federal
Interessado (manifestação)
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Habeas Corpus / Decisão Pelo Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Parcial E Desprovimento)
Legal Issues
- 1 Suposta violação do art. 316, parágrafo único, do CPP (reavaliação a cada 90 dias)
- 2 Ilegalidade da manutenção da prisão preventiva por suposto decurso de prazo
- 3 Inserção do paciente em grupo de risco para Covid-19 e consequências para a custódia
Ratio Decidendi
Conheceu-se parcialmente do recurso e negou-se provimento na extensão conhecida, por entender que a norma do art. 316, parágrafo único, do CPP impõe reavaliação periódica da prisão preventiva, mas tal prazo não tem caráter peremptório e eventual atraso não acarreta, automaticamente, reconhecimento da ilegalidade da prisão; não houve demonstração de demora irrazoável nem prova de que o paciente integra grupo de risco, e a Corte de origem não examinou a fundo a ausência dos requisitos autorizadores da custódia preventiva, motivo pelo qual se recomenda que o juízo de origem reaprecie a manutenção da prisão conforme o art. 316 do CPP.
Court Disposition
Recurso ordinário parcialmente conhecido e, nessa extensão, negado provimento, com recomendação de reapreciação da necessidade da prisão pelo juízo de origem em conformidade com o art. 316, parágrafo único, do CPP.
Orders
- Recomenda-se que o Juízo de origem reavalie a necessidade da prisão preventiva nos termos do art. 316, parágrafo único, do Código de Processo Penal
- Publique-se
Full Case Text
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