HC 647668 - DECISAO

HC 647668 - DECISAO

Concluiu-se que a prisão preventiva não estava devidamente justificada por fundamentação concreta nos moldes do art. 312 do CPP, considerando-se a quantidade reduzida de droga apreendida e a ausência de elementos excepcionais que demonstrassem a imprescindibilidade da custódia cautelar; assim, verificou-se ilegalidade flagrante na manutenção da prisão, razão pela qual se concedeu, de ofício, a ordem para assegurar a liberdade provisória do paciente mediante aplicação de medidas cautelares mais brandas a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.

Parties
Paciente: IRAQUITA ANDRADE DE LIRA; Órgão Prolator Do Acórdão: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
01 March 2021
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Concessão De Ordem De Ofício (liberdade Provisória)
Outcome
Não conheço do habeas corpus com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ; contudo, concedo a ordem, de ofício, para assegurar a liberdade provisória do paciente mediante aplicação de medidas cautelares mais brandas a serem fixadas pelo Juízo processante.
Legal Topics
Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Tráfico De Drogas, Medidas Cautelares

Case Brief

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Parties

IRAQUITA ANDRADE DE LIRA

Paciente

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Órgão Prolator Do Acórdão

Procedural Posture

Habeas Corpus / Decisão Monocrática De Concessão De Ordem De Ofício (liberdade Provisória)

  1. 1 legalidade da prisão preventiva à luz do art. 312 do CPP
  2. 2 necessidade de fundamentação concreta para decretação da preventiva
  3. 3 valor probatório da quantidade de droga apreendida como fundamento para preventiva

Ratio Decidendi

Concluiu-se que a prisão preventiva não estava devidamente justificada por fundamentação concreta nos moldes do art. 312 do CPP, considerando-se a quantidade reduzida de droga apreendida e a ausência de elementos excepcionais que demonstrassem a imprescindibilidade da custódia cautelar; assim, verificou-se ilegalidade flagrante na manutenção da prisão, razão pela qual se concedeu, de ofício, a ordem para assegurar a liberdade provisória do paciente mediante aplicação de medidas cautelares mais brandas a serem fixadas pelo juízo de primeiro grau.

Court Disposition

Não conheço do habeas corpus com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ; contudo, concedo a ordem, de ofício, para assegurar a liberdade provisória do paciente mediante aplicação de medidas cautelares mais brandas a serem fixadas pelo Juízo processante.

Orders

  • Conceder a ordem de habeas corpus, assegurando a liberdade provisória do paciente mediante aplicação de medidas cautelares mais brandas a serem fixadas pelo Juízo de primeiro grau
  • Comunique-se com urgência ao Tribunal estadual e ao Juízo de primeiro grau, encaminhando-lhes cópia da presente decisão