HC 649579 - DECISAO
Concedeu-se a ordem porque, à luz do posicionamento da Terceira Seção (RHC n. 131.263/GO), a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva sem requerimento expresso do Ministério Público, autoridade policial, assistente ou querelante configura constrangimento ilegal; assim, determinou-se a concessão da liberdade provisória ao paciente, ressalvando a possibilidade de novo decreto de prisão se houver requerimento do Ministério Público.
- Parties
- Paciente: ANDERSON ALVES DE SOUZA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 March 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão
- Outcome
- Ordem concedida; liberdade provisória concedida ao paciente
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Preventiva, Conversão De Prisão Em Flagrante, Audiência De Custódia, Tráfico De Drogas, Lei 13.964/2019
Case Brief
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Parties
ANDERSON ALVES DE SOUZA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão
Legal Issues
- 1 legalidade da conversão de prisão em flagrante em prisão preventiva de ofício após a Lei 13.964/2019
- 2 necessidade de requerimento do Ministério Público ou autoridade para decretação da prisão preventiva
- 3 requisitos do art. 312 do CPP para a prisão preventiva
Ratio Decidendi
Concedeu-se a ordem porque, à luz do posicionamento da Terceira Seção (RHC n. 131.263/GO), a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva sem requerimento expresso do Ministério Público, autoridade policial, assistente ou querelante configura constrangimento ilegal; assim, determinou-se a concessão da liberdade provisória ao paciente, ressalvando a possibilidade de novo decreto de prisão se houver requerimento do Ministério Público.
Court Disposition
Ordem concedida; liberdade provisória concedida ao paciente
Orders
- Conceder a liberdade provisória ao paciente Anderson Alves de Souza, sem prejuízo da aplicação de medidas cautelares diversas pelo magistrado de piso ou mesmo de novo decreto de prisão, desde que precedido de requerimento do Ministério Público
- Publique-se
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