HC 650506 - DECISAO
Embora a instância ordinária tenha mantido a condenação por associação para o tráfico, não demonstrou concretamente o vínculo estável e permanente exigido pelo art. 35 da Lei 11.343/2006, especialmente por haver apenas um denunciado e não identificação dos demais supostos membros; por isso, reconheceu-se constrangimento ilegal quanto à condenação por associação e, no mérito alternativo preservado nos autos, manteve-se a responsabilização pelo porte ilegal de arma (art. 14 da Lei 10.826/2003), procedendo-se à desclassificação da conduta e à fixação da pena em 2 anos de reclusão, regime inicialmente aberto, 10 dias-multa e substituição da pena privativa por duas penas restritivas de direitos.
- Parties
- Paciente: MOISES DIAS DA SILVA; Autoridade Coatora: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (Apelação n. 0079841-75.2019.8.19.0001, relatora Desembargadora Gizelda Leitão Teixeira)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 March 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão Concessão Parcial Da Ordem
- Outcome
- Ordem de habeas corpus concedida em parte.
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Associação Para O Tráfico, Porte Ilegal De Arma, Desclassificação, Dosimetria
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MOISES DIAS DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (Apelação n. 0079841-75.2019.8.19.0001, relatora Desembargadora Gizelda Leitão Teixeira)
Autoridade Coatora
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão Concessão Parcial Da Ordem
Legal Issues
- 1 comprovação da estabilidade e permanência para configuração do art. 35 da Lei 11.343/2006
- 2 possibilidade de desclassificação para porte ilegal de arma (art. 14 da Lei 10.826/2003)
- 3 limites do habeas corpus quanto ao reexame de provas
Ratio Decidendi
Embora a instância ordinária tenha mantido a condenação por associação para o tráfico, não demonstrou concretamente o vínculo estável e permanente exigido pelo art. 35 da Lei 11.343/2006, especialmente por haver apenas um denunciado e não identificação dos demais supostos membros; por isso, reconheceu-se constrangimento ilegal quanto à condenação por associação e, no mérito alternativo preservado nos autos, manteve-se a responsabilização pelo porte ilegal de arma (art. 14 da Lei 10.826/2003), procedendo-se à desclassificação da conduta e à fixação da pena em 2 anos de reclusão, regime inicialmente aberto, 10 dias-multa e substituição da pena privativa por duas penas restritivas de direitos.
Court Disposition
Ordem de habeas corpus concedida em parte.
Orders
- Desclassificar a conduta do paciente para art. 14 da Lei n. 10.826/2003 (porte ilegal de arma de fogo).
- Fixar a pena em 2 anos de reclusão, no regime inicialmente aberto, mais pagamento de 10 dias-multa.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment