HC 659249 - DECISAO
Embora a decisão do Tribunal de origem tenha fundamento na ausência de prévia manifestação do Ministério Público (arts. 67 e 112 da LEP), no caso concreto o paciente já havia sido beneficiado com prisão domiciliar e o Ministério Público local não demonstrou prejuízo concreto, de modo que, seguindo entendimento consolidado do STJ e do STF, impõe-se manter a prisão domiciliar até que nova decisão seja proferida com prévia oitiva do Ministério Público, suspendendo-se os efeitos do acórdão de origem.
- Parties
- Paciente: JUNIO LUCAS TEIXEIRA DA SILVA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 April 2021
- Procedural Posture
- Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Em Habeas Corpus
- Outcome
- ordem concedida, de ofício, para suspender os efeitos do acórdão de origem e manter a decisão do Juízo da Execução que deferiu prisão domiciliar até que nova decisão seja proferida com a prévia oitiva do Ministério Público
- Legal Topics
- Habeas Corpus, Prisão Domiciliar, Progressão De Regime, Nulidade Por Ausência De Manifestação Do Ministério Público, COVID 19
Case Brief
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Parties
JUNIO LUCAS TEIXEIRA DA SILVA
Paciente
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais
Órgão Recorrido
Procedural Posture
Habeas Corpus Substitutivo De Recurso Especial / Decisão Em Habeas Corpus
Legal Issues
- 1 Nulidade de decisão de execução penal por ausência de prévia intimação/manifestação do Ministério Público nos termos dos arts. 67 e 112 da Lei de Execução Penal
- 2 Possibilidade de manutenção da prisão domiciliar deferida em execução penal até posterior manifestação ministerial quando não demonstrado prejuízo ao acusado
- 3 Aplicação da jurisprudência do STJ e do STF sobre nulidades e necessidade de demonstração de prejuízo
Ratio Decidendi
Embora a decisão do Tribunal de origem tenha fundamento na ausência de prévia manifestação do Ministério Público (arts. 67 e 112 da LEP), no caso concreto o paciente já havia sido beneficiado com prisão domiciliar e o Ministério Público local não demonstrou prejuízo concreto, de modo que, seguindo entendimento consolidado do STJ e do STF, impõe-se manter a prisão domiciliar até que nova decisão seja proferida com prévia oitiva do Ministério Público, suspendendo-se os efeitos do acórdão de origem.
Court Disposition
ordem concedida, de ofício, para suspender os efeitos do acórdão de origem e manter a decisão do Juízo da Execução que deferiu prisão domiciliar até que nova decisão seja proferida com a prévia oitiva do Ministério Público
Orders
- Suspender os efeitos do v. acórdão de origem
- Manter a decisão do Juízo da Execução que deferiu prisão domiciliar ao sentenciado até que nova decisão seja proferida nos autos da execução penal com prévia oitiva do Ministério Público
Full Case Text
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